Viajar e conhecer novos lugares é, para cidadãos com uma renda mais baixa, um sonho muitas vezes difícil de realizar. Por isso, tem crescido no país iniciativas de “turismo social”, uma forma de democratizar o acesso a atividades de lazer, viagens e férias para uma significativa parcela da população.

SEBRAE/SC PROPÕE ESTRATÉGIAS PARA O TURISMO SOCIAL, QUE INCLUI JOVENS, IDOSOS E PESSOAS DE BAIXA RENDA.


Viajar e conhecer novos lugares é, para cidadãos com uma renda mais baixa, um sonho muitas vezes difícil de realizar. Por isso, tem crescido no país iniciativas de “turismo social”, uma forma de democratizar o acesso a atividades de lazer, viagens e férias para uma significativa parcela da população. Também pode ser uma nova perspectiva de renda para segmentos pouco explorados. Para ajudar os micro e pequenos empreendedores a criar e estratégias e potencializar resultados, o Sistema de Inteligência Setorial (SIS) do Sebrae/SC produziu um relatório específico.

No turismo socializado, são considerados três segmentos: os jovens, as pessoas idosas, os deficientes e inválidos, e os trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos em média. A tendência, apontada em pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo em novembro de 2016, era o aumento da intenção de viagem nos seis meses seguintes na faixa de renda mais baixa (até R$ 2,1 mil): em outubro de 2015, 8,6% dos entrevistados nesse patamar confirmaram planos de viajar, número que aumentou para 10,9%.

Como este perfil de turista tem baixa renda salarial, é preciso buscar atividades com custos menores, o que valoriza atrações como passeios em família durante as férias escolares, caminhadas em meio à natureza, turismo religioso e roteiros para terceira idade, por exemplo. No Brasil, o Sesc São Paulo foi o pioneiro, ao iniciar em 1979 as colônias de férias e a realização de excursões e passeios de fim de semana. Passou também a oferecer tarifas mais acessíveis nas hospedagens e expandiu a iniciativa social para outras unidades do país.

Em Santa Catarina, um exemplo é o projeto Viva Ciranda, iniciado em 2010, em Joinville, para ampliar a demanda turística em propriedades rurais da região (comunidades do Piraí, Dona Francisca, QUiriri, Estrada da Ilha e Estrada Bonita) por meio do turismo pedagógico. Os visitantes conhecem o modo de vida no campo e vivem um pouco do cotidiano local, dando oportunidade aos proprietários rurais de manter e repassar sua cultura, gerar renda a partir da agricultura familiar e trabalhar em rede com outros donos de áreas no campo.

Outros segmentos que começam a crescer são os do turismo voluntário (o viajante visita locais na condição de voluntário, oferecendo algum tipo de apoio ou serviço à comunidade) e solidário (pessoas que levam produtos que a comunidade necessita e conversa com os moradores, sem dispor o mesmo tempo que o turista voluntário).

 

ALGUMAS PROPOSTAS DE AÇÕES:

  • Priorize a realização de excursões de diferentes idades e nichos como escolar, terceira idade, eventos.
  • Organize estratégias em rede, com hospedagens e restaurantes que ofereçam boas condições e preços acessíveis.
  • Crie opções de lazer que estimule atividades físicas nos roteiros como caminhadas, trilhas e passeios de bicicleta, valorizando os locais e integrando os turistas às comunidades.
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