O varejo de material de construção teve desempenho estável no mês de janeiro, na comparação com dezembro. Já com relação a janeiro do ano passado, o setor teve queda de 9%. O desempenho já era esperado pela Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), que tradicionalmente registra um início de ano com pouco movimento.

Nos últimos 12 meses, setor registrou crescimento de 6,5%


O varejo de material de construção teve desempenho estável no mês de janeiro, na comparação com dezembro. Já com relação a janeiro do ano passado, o setor teve queda de 9%. O desempenho já era esperado pela Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), que tradicionalmente registra um início de ano com pouco movimento.

“Início do ano sempre é complicado porque temos o pagamento de IPTU, IPVA, retorno das aulas, férias de janeiro, as contas do cartão de crédito de dezembro (com todos os presentes de Natal). A lista é longa…e começou a faltar dinheiro principalmente no final do mês”, declara Cláudio Conz, presidente da Anamaco.

Nos últimos 12 meses, o setor registrou crescimento de 6,5%, lembra ele. “Em 2018 tivemos faturamento recorde de R$ 122 bilhões. Estamos vindo de uma crescente, mas pra gente o ano começa mesmo depois do Carnaval, que é quando as pessoas geralmente voltam a pensar em reforma e construção, porque elas demandam tempo e planejamento”, explica.

A Pesquisa Tracking mensal da Anamaco entrevistou 530 lojistas entre os dias 24 e 30 de janeiro. Todas as regiões do país apresentaram resultados abaixo do esperado em janeiro: Nordeste (-26%), Norte (-15%), Sudeste (-12%) , Sul (-9%) e Centro-Oeste (-3%). Entre as categorias pesquisadas, tintas apresentaram a maior retração no período (-40%), seguidas de revestimentos cerâmicos (-17%). Já telhas de fibrocimento cresceram 4% no mês, possivelmente por conta do aumento de volume de chuvas.

“Para fevereiro, os lojistas estão mais otimistas. 45% dos entrevistados acredita em recuperação de parte das vendas, mas ainda assim deve ser um mês com pouco volume de vendas, comparado a outros meses do ano. O aumento do volume de chuvas ocasiona obras de reparo, mas as obras mais estruturais acabam ficando pra depois que a época de chuvas passa”, completa o presidente da Anamaco.

O levantamento também apontou que 86% dos entrevistados estão otimistas com o novo governo. Enquanto 45% pretendem realizar investimentos nos próximos 12 meses, 20% dos entrevistados querem contratar novos funcionários já em fevereiro.

Para 2019, a Anamaco prevê crescimento de 8,5% sobre 2018.

 

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