Definitivamente não é por acaso – ou sorte – que uma empresa chega aos 30 anos de atuação, especialmente em um segmento tão competitivo e sujeito às turbulências provocadas pelo vaivém da economia quanto o da construção civil.

MARMORARIA DE BIGUAÇU SE REINVENTA CONSTANTEMENTE PARA MANTER POSIÇÃO EM SEGMENTO COMPETITIVO


Definitivamente não é por acaso – ou sorte – que uma empresa chega aos 30 anos de atuação, especialmente em um segmento tão competitivo e sujeito às turbulências provocadas pelo vaivém da economia quanto o da construção civil.

Fundada pelos irmãos Juvenal e Anselmo João da Silva em 1988 – um período em que o Brasil era surpreendido com sucessivos planos econômicos – , a Marmoraria Biguaçu vem, há três décadas, comprovando essa afirmação na prática, apostando em muito trabalho, dedicação, competência e em uma administração corajosa, que soube enfrentar as dificuldades iniciais para abrir um novo negócio, crescer e investir no momento e da forma certa, e adaptar-se ao período extremamente difícil enfrentado pelas empresas do segmento durante a crise que se instalou no País.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Foto: Divulgação

“Meu pai e meu tio Anselmo foram verdadeiros empreendedores em uma época em que pouco se falava disso. Eles vinham de família humilde, não tinham dinheiro para os investimentos iniciais ou mesmo acesso a crédito, e o momento econômico impunha restrições a financiamentos, fazendo com que praticamente todos os equipamentos precisassem ser adquiridos mediante pagamento à vista. Foi muito difícil, mas eles acreditaram que seria possível e não desistiram”, conta Valério da Silva, filho mais velho de Juvenal, que desde 2005 é o diretor da empresa.

Nesta trajetória, a localização da empresa foi uma das coisas que não mudaram até hoje: permanece instalada no mesmo terreno localizado às margens da BR 101, adquirido pelos irmãos especificamente para este objetivo.

Mas, se no início as instalações se resumiam a uma construção simples, com um escritório conjugado ao almoxarifado onde trabalhavam apenas três pessoas, com poucos equipamentos e estoque reduzido, atualmente espaçosas instalações abrigam equipamentos de última geração, e cerca de 30 funcionários fazem o dia a dia, atendendo clientes principalmente da Grande Florianópolis e de cidades da região litorânea do Estado como Balneário Camboriú, Itapema e Porto Belo.

A empresa experimentou períodos de grande crescimento, e a partir de 1997, quando os irmãos Juvenal e Anselmo desfizeram a sociedade, a evolução ficou muito evidente: em um período de sete anos, registrou um crescimento de 130%, e chegou a manter uma produção média de 21,6 mil m² por ano.

Para alavancar esse desempenho, ao assumir a gestão da empresa, Valério da Silva implantou um estilo próprio de administração, projetando metas e perseguindo a ideia de manter um crescimento constante, amparado na evolução tecnológica e na valorização dos colaboradores e integração do grupo.

Assim, ao mesmo tempo em que investiu forte na compra de equipamentos, renovação de frota e incremento da estrutura física, o diretor apostou também em treinamento e capacitação de mão-de-obra, mantendo o foco na qualidade do acabamento e no bom atendimento aos clientes.

“Independente do ramo, uma empresa não tem como se destacar se não atender bem e meu pai sempre dizia: ‘Não adianta você ter um restaurante com uma mesa bem arrumadinha e a tua comida não ser boa ou os clientes não serem bem atendidos’. Aprendi a lição”, ensina.

Esse aprendizado, aliás, foi fundamental para que a empresa conseguisse passar pela crise econômica que se instalou no Brasil nos últimos três anos, atingindo drasticamente o segmento da construção civil.

“Experimentamos uma retração muito grande e, de um crescimento médio de 15 a 20%/ano, tivemos que encarar uma redução drástica no volume de trabalho. Hoje, estamos com uma produção aproximadamente 45% menor”, conta.

Menos trabalho significa menor demanda de material e de mão de obra e, no caso da Marmoraria Biguaçu, isso provocou mudanças administrativas.

“Tivemos que adaptar nosso modelo de gestão à realidade que se apresentou e tomar decisões pontuais, com uma redução no quadro de funcionários, mas principalmente otimização do serviço e um cuidado maior com compras e pessoal, sem nunca comprometer atendimento e qualidade nos produtos e serviços ofertados”, complementa.

Otimista, ele vê o lado positivo de ter passado pela instabilidade econômica, período em que teve a chance de reavaliar as próprias estruturas e aprender a conviver com limitações impostas pela economia. Foi, segundo conta, mais um aprendizado. Para o futuro, as expectativas são positivas.

“Somos uma empresa competitiva e, mantendo uma estrutura adequada, poderemos, inclusive, ir em busca de novos mercados. A Grande Florianópolis ainda detém grande parte da nossa clientela, mas hoje não corresponde ao volume maior, como era antigamente. Hoje, temos clientes em Balneário Camboriú, Itajaí, Tijucas, Bombinhas, Porto Belo. Conseguimos diversificar e ainda podemos ampliar essa abrangência, desde que nossa estrutura seja compatível”, justifica.

E para quem soube aproveitar os 30 anos de atuação para se manter em destaque no segmento, não há espaço para pressa: apenas planejamento, muito trabalho e honestidade.

“Lições que aprendi com meu pai”, conclui Valério da Silva.

OBRAS DE GRANDE PORTE MARCAM TRAJETÓRIA


Foto: Divulgação

Valério da Silva destaca dois grandes contratos que ajudaram a projetar o nome da Marmoraria Biguaçu, tornando o trabalho que executavam uma referência no segmento. O primeiro foi a construção do Hotel Cambirela, no bairro Estreito (região continental de Florianópolis), uma obra com quase 6 mil m², e em 1992 foram responsáveis pelo fornecimento de todos os mármores e granitos utilizados no Beiramar Shopping, no centro de Florianópolis.

Inaugurado em outubro de 1993, o empreendimento com mais de 87 mil m² de área construída é, até hoje, a maior obra já atendida pela empresa, que se orgulha por ter participado de um empreendimento de porte e importância para Florianópolis. Foram, segundo explica, obras fundamentais para que a empresa consolidasse sua posição de destaque no segmento.

“Sempre tivemos a melhor mão-de-obra do mercado, e posso dizer, com segurança, que cerca de 80% de nossa equipe foi formada e lapidada aqui mesmo”.

Atualmente, a Marmoraria Biguaçu comercializa em média 15 mil m² de pedras naturais e artificiais por ano, e segundo Valério ao longo desses 30 anos foi possível identificar uma profunda mudança no comportamento dos clientes: se antes tudo se resumia à palavra “pedra”, atualmente são inúmeras as possibilidades de composições apresentadas nos diferentes projetos que chegam à empresa, e a marmoraria precisa atender a essas demandas.

“O nível de conhecimento do cliente também mudou. Ele chega falando sobre cores específicas ou exóticas e enumera as diferentes características de cada material. O cliente mudou, e o que se vê agora é um mercado por um lado mais enxuto, mas ao mesmo tempo seletivo e exigente, tanto em qualidade quanto em condições de negociação, o que também nos motivou a implementar mudanças na forma de gestão dos negócios. Somos nós que fazemos o mercado”, finaliza.

GESTÃO ATUAL INICIOU O TRABALHO À 21 ANOS


Em 1997, nove anos após a fundação da Marmoraria Biguaçu, os irmãos Juvenal e Anselmo da Silva decidiram por fim à sociedade, para que cada um prosseguisse com seu próprio negócio: enquanto Juvenal continuou no comando da empresa, Anselmo João da Silva fundou a Marmoraria Florianópolis, instalada inicialmente no bairro Monte Verde, às margens da rodovia SC 401.

Segundo Valério da Silva, que passou a ajudar o pai na administração da empresa, não houve briga, mas uma separação normal em uma parceria, o que absolutamente não apagou as boas lembranças do sucesso alcançado pelo negócio nos primeiros anos, e que até hoje emociona a família.

“Tenho certeza de que tanto meu pai quanto meu tio têm muito orgulho do que realizaram juntos. Partindo praticamente do nada, estruturaram uma empresa vitoriosa, que gerou muitos empregos em nossa região e contribuiu com o desenvolvimento de Biguaçu. Em 1993, por exemplo, a empresa, então com pouco mais de cinco anos de atividade, foi a responsável pela segunda maior arrecadação de impostos do município, o que comprova sua importância para a região”, relembra.