Somos condicionados desde muito cedo a celebrar algumas datas com tradições que ultrapassam gerações e nem sempre paramos para entender o porquê de determinada ação. A virada de ano é um caso típico, que traz uma série de costumes que vão desde a culinária até a forma como nos vestimos.

Somos condicionados desde muito cedo a celebrar algumas datas com tradições que ultrapassam gerações e nem sempre paramos para entender o porquê de determinada ação. A virada de ano é um caso típico, que traz uma série de costumes que vão desde a culinária até a forma como nos vestimos.

E é justamente neste período do ano que costumamos realizar aquelas clássicas promessas de réveillon: trocar de carro, levar uma vida mais saudável, visitar mais os amigos, ganhar uma promoção no trabalho, fazer algo diferente. Grande parte desses pedidos, no entanto, só são levados a sério no momento de pular as sete ondas, comer as 12 uvas ou brindar quando o relógio anuncia meia-noite.

Para mim, está claro que existem dois tipos distintos de desejos que se evidenciam neste período:

 

1 – As promessas

Se todo mundo que diz que vai ter uma vida mais saudável no ano seguinte cumprisse com a palavra, faltaria espaço nas academias. Se todo mundo que promete ser uma pessoa melhor no ano seguinte de fato se empenhasse para isso, com certeza a vida seria muito mais tranquila. As promessas são aqueles desejos que no fundo todos temos. Uma vida melhor, mais paz para todos, mais tempo com a família e os amigos. Note que elas permanecem as mesmas ano após ano. Simplesmente porque ficam apenas no âmbito dos desejos e em nenhum momento passam a ser prioridade. Uma promessa não passa disso: não vem estruturada, com um planejamento para alcançá-la, nem um projeto concreto para a rotina que inicia dias após a virada de ano.

 

2 – As metas

Estas, particularmente, são minhas preferidas. Eu mesmo costumo traçá-las muito antes do dia 31 de dezembro. Diferentemente das promessas, as metas são analisadas de acordo com a real necessidade que temos, e sempre contam com uma boa dose de trabalho por trás da sua realização. Quando você estipula como meta melhorar de emprego, por exemplo, sabe que para isso precisa atualizar seu currículo, procurar novas oportunidades, voltar a estudar, dedicar mais horas do seu tempo para isso.
Quando quer trocar de carro, sabe que precisa verificar o orçamento familiar, ajustar as contas, verificar as despesas variáveis e se tudo se encaixa dentro do esperado. Basicamente, as metas não são vãs e não se perdem já nos primeiros dias do ano.
Se na vida particular ou especialmente no trabalho, não confunda promessas e metas. Não se deixe levar por bons momentos para tomar decisões precipitadas, não se comprometa com algo que não está realmente engajado em conquistar ou entregar. Não queime seu filme em 2019 porque não soube analisar aquilo que de fato estava preparado ou disposto a enfrentar para cumprir uma meta.

Não anotou seus compromissos para os próximos 12 meses? Ainda dá tempo. Para evitar que eles caiam no esquecimento, listo algumas ações que o ajudarão a evoluir em suas metas:

– Escreva aquilo que quer fazer: é sempre mais fácil relembrar os objetivos iniciais quando estão anotadas em um local específico.
– Tenha submetas: trace as principais ações que terá de fazer para chegar ao objetivo final. Assim fica mais fácil de acompanhar o progresso.
– Faça algo por um propósito: saiba o real motivo de querer aquilo que traçou e enumere prós e contras antes da largada rumo ao objetivo. Ter um propósito é essencial para se evoluir.
– No fim do ano, confira o que foi cumprido: mais do que traçar objetivos, precisamos criar o hábito da efetividade. É, basicamente, juntar iniciativa e “acabativa” para se chegar à meta. Sem ambas, um objetivo pode facilmente virar uma promessa. E você não quer passar a próxima virada de ano com as mesmas, não é?

 

 

Roberto Vilela, é especialista nas áreas de gestão e estratégias comerciais. Atua em todo o Brasil com clientes de médio e grande porte, com serviços de consultoria comercial, treinamentos vivenciais e palestras. É também autor do livro Em Busca do Ritmo Perfeito, em que traça um paralelo entre as lições que vivenciou no mundo das corridas e o dia a dia nos negócios. Escreve quinzenalmente neste espaço. Contato: roberto@megaempresarial.com.br