Santa Catarina continua com o menor percentual de pobreza do país e ainda conseguiu reduzir o índice de 9,4% para 8,5% no último ano. Os dados, que colocam o Estado em uma posição privilegiada dentro do Brasil, foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pobreza nacional atinge 26,5% da população.

Estado também apresenta a menor desigualdade de renda do Brasil, segundo o IBGE


Santa Catarina continua com o menor percentual de pobreza do país e ainda conseguiu reduzir o índice de 9,4% para 8,5% no último ano. Os dados, que colocam o Estado em uma posição privilegiada dentro do Brasil, foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pobreza nacional atinge 26,5% da população.

A secretária de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação, Romanna Remor, diz que a ação em conjunto com os 295 municípios é um dos principais fatores para que os índices catarinenses de pobreza estejam em queda, na contramão do que ocorre na maior parte do país. Ela ressalta ainda o trabalho de acompanhamento feito pelo Estado para garantir que a aplicação de recursos para a assistência social seja certeira e permita que uma situação de pobreza momentânea não se prolongue.

“Paralelo a isso, promovemos também a inserção no mercado de trabalho. Nosso Estado é campeão na geração de vagas de emprego e na recolocação de pessoas no mercado. Além da parceria com os municípios, também fazemos a compilação de dados por meio de business inteligence, com o apoio do Ministério Público, para que os recursos do Estado sejam utilizados de forma mais eficaz e os índices continuem a cair”.

Segundo o IBGE, o rendimento médio no Brasil em 2017 foi de R$ 1.511. No Sul, esse valor foi de R$ 1.788. Em Santa Catarina, de R$ 1.805. E em Florianópolis, de R$ 2.728.

Santa Catarina também foi destaque no índice Gini, que mede a desigualdade de renda entre a população. O Estado teve o melhor valor, com 0,420. No país, o índice ficou em 0,524. Das unidades da federação, o pior resultado é o do Distrito Federal, com 0,594. seguido da Bahia e de Amazonas com 0,565. Quanto mais perto de 1, maior a desigualdade.

A proporção de pessoas pobres no Brasil era de 25,7% em 2016 e subiu para 26,5%, em 2017. Em números absolutos, esse contingente variou de 52,8 milhões para 54,8 milhões de pessoas, no período.

Na análise do mercado de trabalho, a pesquisa mostrou que a taxa de desocupação era de 6,9% em 2014 e subiu para 12,5% em 2017. Isso equivale a 6,2 milhões de pessoas desocupadas a mais entre 2014 e 2017.

Nesse período, a desocupação cresceu em todas as regiões e em todos os grupos etários.

 

Em destaque: Mesmo com cenário melhor, SC ainda tem 8,5% da população vivendo na pobreza. Foto: Pixabay