Para ampliação da área física, Colégio Bom Jesus, de Palhoça adota solução inspirada em contêineres

Para ampliação da área física, Colégio Bom Jesus de Palhoça adota solução inspirada em contêineres

A necessidade de ampliar a oferta de vagas escolares para a comunidade de Palhoça (SC) e região, trouxe para a administração do Colégio Bom Jesus um questionamento que facilmente poderia transformar-se em um desafio maior: como construir uma estrutura de mais de 500 m² em um tempo reduzido (para não comprometer as atividades escolares), que mini­mizasse os transtornos comuns causados durante a execução de obras, fosse compatível com as necessidades da escola e com a pitada de inovação característica das construções da Cidade Pedra Branca?

A solução para todas essas questões veio a partir de uma sugestão feita pela própria equipe do Grupo Pedra Branca aos arquitetos do Studio Methafora, responsáveis pelo projeto.

“Trata-se de um sistema de estrutura metálica com diferentes tipos de perfil, com módulos projetados, construídos em fábrica e “encaixados” no local da obra. Eu diria que se trata de um sistema inspirado nos contêineres – muito em moda atualmente -, mas que supre algumas carências que essa modalidade de construção possui”,

explica o arquiteto André Lima de Oliveira, sócio do Methafora.

Ele explica que as principais vantagens – que se adequaram perfeitamente ao projeto – são relacionadas à modularidade e flexibilização dimensional das estruturas, que permite, por exemplo, maiores vãos livres a partir da união dos módulos – e eventualmente submódulos, se o projeto assim demandar – sem necessidade de se reforçar a estrutura, uma vez que ela já é dimensio­nada a partir do projeto. “No contêiner você tem possibilidades mais limitadas”, complementa.

Juntam-se a esses fatores as vantagens de se tratar de uma obra limpa, rápida, praticamente sem perda de material, com processo de montagem eficiente e com baixo custo indireto, uma vez que equipe e infraestrutura (canteiro de obras para preparação do terreno e fundação) são bem menores do que as necessárias em construções tradicionais. No que diz respeito à estrutura em si, boa parte do trabalho acontece na fábrica, onde são montados os módulos, e só o que se poderia definir como “encaixe” dos mesmos acontece no local de instalação. No caso da ampliação do Colégio Bom Jesus, os módulos foram transportados por caminhões de Tubarão (onde fica a fábrica) até a Pedra Branca.

Os módulos são interligáveis entre si e entregues com toda a parte elétrica, hidráulica, entradas para sistema de ar condicionado e cabeamento de TV, mas há opções que incluem mobiliário e decoração interna. No caso da estrutura instalada na Pedra Branca, foram utilizados painéis duplos e preenchimento de lã de rocha (uma das soluções mais eficientes e com alta tecnologia na construção civil para fornecer isolamento acústico e térmico), e fechamentos em dry wall.

É, segundo André de Oliveira, o que se pode chamar de “construção inteligente”, que permite, inclusive, a construção de parte da estrutura para complementação futura, ou mesmo, a relocação dos módulos em outro local.

“Nós já tínhamos conhecimento deste sistema, mas é nossa primeira obra construída assim. O Grupo Pedra Branca foi o cliente ideal, que trouxe a idéia e facilitou muito um trabalho conjunto, em completa sintonia”,

conclui o arquiteto.

Tempo foi fator determinante

Segundo Flávio Roberto Ludwig, engenheiro do Grupo Pedra Branca, no caso específico da ampliação do Colégio Bom Jesus, a condicionante mais importante para a escolha deste sistema foi o tempo, que estava limitado ao período do recesso existente entre o final das aulas, em dezembro, e o início do próximo ano letivo.

“Pelas dimensões da obra e curto prazo disponível precisaríamos de algo que chegasse ao colégio ‘pronto’ para podermos finalizar a construção e entregar uma estrutura com a mesma qualidade da verificada na primeira fase do Colégio”,

conta.

A obra foi contratada em agosto e a montagem na fábrica envolveu 20 funcionários e levou cerca de 60 dias. Já a montagem dos módulos no local definitivo foi realizada por uma equipe de seis pessoas, que trabalharam durante três dias.

Originalmente a estrutura contava com aproximadamente 4,8 mil m², onde funcionavam salas de aula, setor administrativo e setor de desportos, além de cerca de 20 mil m² de áreas urbanizadas de jardins, estacionamentos, quadras descobertas e mini cidade. Com a ampliação – que abriga cinco novas salas de aula com capacidade para 45 alunos cada – a área construída passou para cerca de 5,3 mil m².

“Foi uma obra muito importante, que possibilitou ampliarmos a capacidade de atendimento desta Unidade. Em 2018,  já estávamos ocupando todo o espaço da escola e tínhamos cerca de 300 alunos. Agora, estamos com um número superior a 500 estudantes matriculados e com capacidade de atender cerca de 700”,

finaliza Lucineia Carvalho, gestora do Colégio.

 

Fotos:Divulgação