Depois de se consolidar nos últimos anos como um polo de empresas de tecnologia, Florianópolis agora busca startups para desenvolver projetos para inovação urbana em áreas como meio ambiente, turismo, saúde, economia criativa, mobilidade e gestão pública, por exemplo.

Depois de se consolidar nos últimos anos como um polo de empresas de tecnologia, Florianópolis agora busca startups para desenvolver projetos para inovação urbana em áreas como meio ambiente, turismo, saúde, economia criativa, mobilidade e gestão pública, por exemplo. Este é o foco do programa Living Lab Florianópolis, lançado durante o Smart City Fórum Floripa, encontro realizado no Sapiens Parque.

Startups, empresas, universidades, instituições de ciência e tecnologia, além de órgãos da administração pública podem inscrever projetos – no estágio de produto já desenvolvido ou protótipo funcional – até a próxima sexta-feira (30/11) para serem desenvolvidos no ambiente do Living Lab durante seis meses.

O programa é uma iniciativa da Rede de Inovação de Florianópolis e executado pela Associação Catarinense de Tecnologia com apoio da prefeitura e da Associação Comercial e Industrial (ACIF) e metodologia desenvolvida pelo grupo de pesquisa VIA Estação Conhecimento, da Universidade Federal de Santa Catarina. Após o período de inscrição serão selecionados 20 projetos para entrevista presencial e, destas, dez serão as escolhidas para o Living Lab.

Tudo começou com um projeto piloto, o Laboratório de Inovação Urbana, na rua Vidal Ramos, no centro de Florianópolis. Por meio de uma parceria entre entidades públicas e privadas, foi desenvolvido um sistema de “monitoramento cidadão”, em que lojistas e moradores compartilham imagens da região com a Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina.

O setor de tecnologia se consolidou nos últimos anos como a principal economia da cidade, reunindo mais de 3,4 mil empresas que juntas faturam R$ 6,4 bilhões/ano e empregam 16,5 mil pessoas, segundo o Observatório Acate. Maioria absoluta deste mercado, porém, é focado no desenvolvimento de soluções corporativas (B2B). O desafio, comenta a consultora do Living Lab, Thaís Nahas, era encontrar meios de levar essa inovação desenvolvida na cidade para as ruas, não só para a população entender e usar essas tecnologias mas também para chamá-las para fazer parte disso e pensar novas ideias para a cidade – ideias essas que também podem (e devem) ser compartilhadas e replicadas em outros municípios.

* Fabrício Umpierres Rodrigues é jornalista especializado em Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo. Fundador e editor do portal SC Inova, escreve mensalmente sobre estes temas neste espaço. Contato: scinova@scinova.com.br