Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada no início de dezembro, mostra o cenário do programa Jovem Aprendiz no Brasil. De 2012 a 2015, o número de jovens participantes chegou a 1,3 milhão, entretanto esse é potencial anual de jovens aptos para o programa.

Grupo Mueller já envolveu 129 participantes em seis anos, sendo que 25 foram contratados


Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada no início de dezembro, mostra o cenário do programa Jovem Aprendiz no Brasil. De 2012 a 2015, o número de jovens participantes chegou a 1,3 milhão, entretanto esse é potencial anual de jovens aptos para o programa. Para a pesquisadora do Ipea, Joana Costa, o setor privado também pode contribuir para melhorar as competências e a empregabilidade dos jovens, por meio da adesão a programas de jovens aprendizes.

O caso do Grupo Mueller, de Timbó, é um exemplo dessa estratégia. Oportunizar o ingresso na vida profissional por meio de uma experiência agregadora. Esse foi o objetivo quando iniciou o programa, em 2013. Em seis anos, a iniciativa contou com 129 jovens de 15 a 17 anos. Destes, 25 foram efetivados e trabalham no grupo. Nesta sexta-feira (14), 39 jovens encerram o ciclo de dois anos nas marcas da companhia.

A cerimônia de formatura desses profissionais, de acordo com Joel Garcia Durante, diretor Administrativo e Financeiro do Grupo Mueller, é um momento especial para todo o time, que reúne mais de 1,4 mil funcionários.

“Convivemos com eles durante dois anos, que foram muito intensos. Vemos, na prática e no dia a dia, esses profissionais ampliarem seus horizontes. Por isso, este é um momento ímpar, em que eles são valorizados pelas contribuições conosco”, afirma.

Prova de que o Programa Jovem Aprendiz é referência para o ingresso no mercado de trabalho é o número de inscritos para o ciclo 2019/2020: 366 pessoas para 53 selecionados.

As capacitações recebidas pelos jovens têm dois focos: um, realizado em parceria com o Senai, é específico para conhecimentos administrativos aplicados na rotina de trabalho. Outro, ministrado pela equipe de Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO) do Grupo Mueller, é destinado ao crescimento profissional e pessoal desses jovens.

Julia Beatriz Metz é um dos exemplos de como a participação no programa pode trazer impactos para toda a vida. Ela integrou a primeira turma do projeto e atuou na área de qualidade, nos anos 2013 e 2014. A opção pela faculdade de Engenharia Elétrica surgiu neste período e ela acabou sendo efetivada. Hoje é técnica de desenvolvimento de produtos da Hercules Motores.

 

Em Destaque: Jovens que irão se formar no programa Jovem Aprendiz do Grupo Mueller. Foto: Ciser / Divulgação