Crescer no mercado em que atuam é o desejo de muitas empresas. E entrar no comércio internacional pode ser um dos vieses para obter esse resultado. Seja pela desvalorização do real frente ao dólar ou pela necessidade de ampliar os negócios. Motivos para alcançar novos horizontes, não faltam.

Consultora dá as dicas para as empresas acessarem clientes no exterior


Crescer no mercado em que atuam é o desejo de muitas empresas. E entrar no comércio internacional pode ser um dos vieses para obter esse resultado. Seja pela desvalorização do real frente ao dólar ou pela necessidade de ampliar os negócios. Motivos para alcançar novos horizontes, não faltam. No entanto, não basta ter apenas vontade. Segundo Erica D. Reinert, consultora e diretora da UP Comex, de Blumenau, são necessários alguns cuidados.

“O primeiro passo é ter uma mercadoria que seja diferenciada e se destaque pela inovação. Seja no produto, embalagem ou processo produtivo. Percebo que os compradores externos procuram confiança naquilo que estão prestes a consumir. Eles querem ter a certeza de que vão fazer um bom negócio, adquirindo algo de qualidade que não encontram no país de origem”, explica.

Conforme a consultora, também é fundamental ter controle da produção e da quantidade que a empresa consegue exportar. “É comum eu ter de lidar com casos de companhias que acham que já no início de sua internacionalização vão conseguir abranger todo o segmento. O começo é sempre o mais difícil. É preciso saber de sua capacidade e ter calma, dando os primeiros passos com a segurança de não cair em tropeços”.

Há outros cuidados a serem tomados, ensina ela. “Realizar uma pesquisa de mercado que englobe todos os aspectos também é imprescindível. Antes de entrar no comércio exterior é preciso saber onde se está pisando. É necessário conhecer diferentes culturas do país alvo para adequar o produto e formar o preço de venda. Não basta ter uma mercadoria inovadora e querer comercializar para um público que não está habituado com o item”

Outro passo importante e fundamental é saber em qual tipo de categoria o produto se encaixa. Isso porque em alguns países, determinadas mercadorias, principalmente alimentos, precisam de selos de qualidade para serem exportados.

“Por isso, para garantir que o trâmite ocorra sem entraves, é recomendado contar com uma empresa especializada no assunto. Ela fará toda a emissão de documentos e certificados (Invoice, packing list, certificado de origem), classificação fiscal de mercadorias e contato com o importador no exterior”.

 

Em Destaque: Erica D. Reinert, consultora e diretora da UP Comex. Foto: Daniel Zimmermann / Divulgação.