Um novo levantamento do Empresômetro, empresa brasileira de inteligência de negócios, traça o perfil do mercado nos últimos dez anos. É possível identificar os setores onde mais foram abertas empresas e aqueles que foram encolhendo no período de janeiro de 2008 a outubro de 2018.

Empresas ligadas a serviços domésticos foram as que mais cresceram


Um novo levantamento do Empresômetro, empresa brasileira de inteligência de negócios, traça o perfil do mercado nos últimos dez anos. É possível identificar os setores onde mais foram abertas empresas e aqueles que foram encolhendo no período de janeiro de 2008 a outubro de 2018.

Pelos dados, muito mudou. Os negócios que mais cresceram eram pouco conhecidos ou não eram promessas de bons ganhos em 2008. Hoje, a mudança de perfil socioeconômico, cultural e aumento da renda tiveram consequências diretas no mercado. “O setor de serviços foi um dos que mais cresceu, é o caso das empresas de serviços domésticos que cresceram mais de 92 mil por cento, eram apenas 35 empreendimentos do tipo em 2008, já em 2018 ultrapassam os 32 mil”, diz o diretor do Empresômetro, Otávio Amaral.

O brasileiro foi conquistando novos espaços e, num mercado globalizado, em que a renda tende a aumentar, viu a necessidade de que os serviços domésticos, por exemplo, fossem executados por pessoas e empresas especializadas.

“As mulheres estão cada vez mais ocupando posições no mercado de trabalho e, por conta disso, funções desenvolvidas por elas dentro de casa, hoje são perfeitamente executadas por empresas especializadas. Ou seja, com a renda aumentando e o tempo para as atividades domésticas ficando escasso, surgiu a oportunidade para esse tipo de negócio. São diaristas, domésticas e até mesmo pessoas que organizam armários. Com mais pessoas no mercado, há a possibilidade de oferecer mais serviços absorvendo esses trabalhadores e mão de obra especializada”, conta Amaral.

Ainda com o avanço da tecnologia, novos negócios tendem a surgir, como é o exemplo do home care ou serviços de apoio e assistência à paciente em domicílio, que para muitos brasileiros era impensável em 2008, dez depois já são mais de 19 mil empresas que trabalham com o serviço. Com custos menores, equipamentos mais baratos, expectativa de vida aumentando, além da grande oferta de profissionais da área, é um mercado promissor.

Outros negócios crescem à medida que a cultura vai evoluindo, como os estúdios de tatuagem, por exemplo. Antes tida como sinal de rebeldia ou algo que não se encaixava à sociedade, hoje já é muito bem aceita e os números não mentem: em 2008 eram apenas 23 locais especializados, hoje são mais de 3,2 mil estabelecimentos espalhados pelo país.

“Outro setor que tem relação estreita com o que vivemos é a promoção de vendas, algo que faz parte de muitos negócios e é imprescindível para quem quer se manter no mercado, que está cada dia mais competitivo, inclusive pela facilidade em se tornar um empresário”, conclui Amaral.

 

Em destaque: Segmento de home care já tem mais de 19 mil empresas. Foto: Pixabay