Com obras que retratam a cultura manezinha, o artista Thiago Valdi, 30 anos, se tornou uma referência internacional da arte urbana.

THIAGO VALDI CONQUISTA PÚBLICO E CRÍTICA ESPECIALIZADA PRODUZINDO ARTE URBANA COM IMAGENS FEMININAS E TEMAS QUE RETRATAM A ILHA


Com obras que retratam a cultura manezinha, o artista Thiago Valdi, 30 anos, se tornou uma referência internacional da arte urbana.

Há mais de 10 anos usando a rua como cenário, Valdi é reconhecido aqui e lá fora pela autenticidade e ousadia nas pinturas que ilustram o mar, a imagem da mulher e outros protagonistas que remetem à Ilha da Magia.

Hoje, ele figura entre os 40 maiores artistas de rua do Brasil, elencados pela revista escocesa Street Art 360, que é referência do estilo no mundo todo. Em janeiro de 2017, a mesma revista selecionou uma obra sua, Coroa de Flora, para entrar na lista dos dez melhores grafites do mundo.

O artista possui ainda obras em exposição nos Estados Unidos e na França, onde já teve uma obra selecionada entre as melhores artes urbanas de Paris, além de já ter percorrido países como Espanha, Argentina, Índia, Itália e Canadá. Nas olimpíadas do Rio, em 2016, foi um dos convidados para pintar painéis em homenagens a atletas olímpicos.[/vc_column_text]

Grafite produzido nas ruas de Paris.

Em Florianópolis, vários pontos da cidade são palco do estilo de Valdi, com rostos femininos, a predominante cor azul, retratando a cultura local, os pescadores, animais marinhos e tudo aquilo que remete às histórias da Ilha. Um dos seus últimos trabalhos foi um painel, instalado em um prédio no Centro, com a imagem do escritor e pesquisador Franklin Cascaes.

Foi o primeiro painel, de grandes proporções, em pintura predial na cidade e no Estado. A pintura não podia ser mais referencial, pois mostra elementos que constroem as histórias já conhecidas e muito antes exploradas pelo próprio homenageado.

Painel de Franklin Cascaes, no centro de Florianópolis.
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PERSISTÊNCIA PARA VENCER DESAFIOS


Para conquistar todo esse reconhecimento, Thiago precisou de muita dedicação e persistência. Há 12 anos, quando iniciou a carreira como artista visual, não tinha perspectivas de retorno financeiro com as suas obras. Mas, ainda assim, se dedicava constantemente para aprimorar o trabalho, criando obras autênticas e de alto nível técnico.

“Investi na minha arte por uma realização pessoal, sem saber como e quando ela daria dinheiro. Eu comecei a encarar a minha arte como uma opção de negócio quando ela passou a ser desejada pelas pessoas”, explica.

Atualmente, ele realiza encomendas e projetos para grandes empresas, administrações públicas e pessoa física. O comprometimento com a entrega de prazos, cumprimento de cronograma, conceituação e orçamentos detalhados transformaram Valdi em um empresário conceituado.

“As empresas e pessoas querem ter por perto a beleza e o carisma da arte urbana. O principal pensamento que me guiou foi fazer arte sem esperar nada em troca. Curiosamente, o mundo se abre na minha frente”.

A distância entre o criador de arte e o comprador ainda é grande. É necessário um grande esforço do artista para ter um bom cliente corporativo.

Valdi percebeu esse desafio e desde cedo foi gerando relacionamentos e networking que estão dando frutos somente hoje. Para os artistas que pretendem seguir a carreira e transformar a arte em negócio, diz que é fundamental ter paciência.

Thiago Valdi, artista visual

“Tudo tem o seu tempo e na arte não é diferente: o artista vive diversas fases. A primeira delas é o compromisso de se expressar e se aperfeiçoar para ganhar reconhecimento. Muitos artistas imaturos e com pouca técnica tentam comercializar o seu trabalho desesperadamente, mas é impossível. É uma jornada que exige muito preparo e paciência”.