Desde 2014, a taxa de mortalidade foi subindo, até atingir o ápice no ano passado, mas dados mostram que 2019 começou com novo ânimo. Área varejista de vestuário concentra maioria dos negócios criados e, também, encerrados. 

Desde 2014, a taxa de mortalidade foi subindo, até atingir o ápice no ano passado, mas dados mostram que 2019 começou com novo ânimo. Área varejista de vestuário concentra maioria dos negócios criados e, também, encerrados. 

Os últimos dados do Empresômetro, empresa brasileira de inteligência de mercado, mostram que para cada empresa que foi fechada este ano, três foram abertas.

“É uma tendência da economia brasileira. A busca pelo espaço no mercado, a necessidade de gerar renda e a facilidade de promover a regularização e cadastro de empresas faz com que o número aumente”,

diz o CEO do Empresômetro, Otávio Amaral.

Nos últimos três anos, o comércio varejista de roupas e acessórios foi a atividade mais escolhida pelos empreendedores brasileiros, isso se reflete também na mortalidade das empresas.

“A consequência é a concorrência, o que, por sua vez, faz com que mais desses negócios fechem”,

afirma Amaral, que acredita que até o final do ano esses números se mantenham.

Isso porque no ano de 2018 foram fechadas mais empresas do que abertas, um saldo negativo de 5%, mais de 2,4 milhões de cadastros foram encerrados naquele ano.

Desde 2014 a taxa de mortalidade foi subindo, até atingir o ápice no ano passado, mas 2019 começou com novo ânimo; além de mudanças na legislação, que trouxeram facilidades e redução da burocracia, e o contínuo acesso ao crédito.

“O que analisamos foi pura e simplesmente as empresas que tiveram seus cadastros no CNPJ encerrados, isto é, deixaram de existir de forma regular”, conta o CEO.

A média de crescimento dos últimos seis anos mostra que para cada empresa fechada, foram abertas 1,34. Veja a tabela comparativa abaixo.

Para Amaral os dados somente ilustram um cenário comum em mercados como o das Américas, por exemplo, onde todos buscam uma oportunidade, mas nem sempre há o sucesso numa primeira empreitada.

“O empresário irá sofrer vários tombos pelo caminho, mas aquele que os superar e aprender com os erros irá prosperar, além de ajudar nosso país gerando renda e empregos”, conclui o empresário.

Foto: Banco de Imagens