A expectativa de recuperação da economia faz com que os brasileiros sintam-se mais seguros para voltar a investir no consumo. Para o setor de Casa & Construção, o potencial de compra da classe C, a mais numerosa entre a população, é o principal impulso para empresas e pequenos negócios, como aponta relatório do Sistema de Inteligência Setorial (SIS) do Sebrae/SC.

MERCADO DE CASA & CONSTRUÇÃO PREPARA-SE PARA CONQUISTAR ESSA FATIA DE CONSUMIDORES


A expectativa de recuperação da economia faz com que os brasileiros sintam-se mais seguros para voltar a investir no consumo. Para o setor de Casa & Construção, o potencial de compra da classe C, a mais numerosa entre a população, é o principal impulso para empresas e pequenos negócios, como aponta relatório do Sistema de Inteligência Setorial (SIS) do Sebrae/SC.

A classe C representa as famílias no Brasil com faixa salarial entre R$ 3,7 mil e R$ 9,3 mil, segundo classificação do IBGE. De acordo com a consultoria Tendências, estima-se que nos próximos oito anos 4,1 milhões de famílias passem a integrar a classe C, enquanto outras 2,9 milhões devem ascender à classe B – que detém renda entre R$ 9,3 mil e R$ 18,7 mil.

No mercado de Casa & Construção, a maioria dos consumidores (71%) conclui suas escolhas nas lojas de materiais de construção, mesmo que em muitos casos utilizem a internet para consulta de produtos.

A classe C corresponde a quase um terço do total de consumidores destas lojas (31%), atrás apenas do público da classe B (52%). Os fatores determinantes para a escolha da loja pelos clientes são a localização (57%), seguido pelo preço dos produtos (48%) e a variedade (38%).

Com a classe C ganhando força e tendo maior poder aquisitivo, um novo modelo de negócio surge para o segmento de casa e construção: os atacarejos, um misto de loja de atacado com varejo, que atende pessoas físicas e também jurídicas – e quanto mais produtos iguais forem comprados, maior é o potencial de desconto, um fator bastante atrativo para a classe C. O grupo Adeo, que trouxe para o Brasil marcas como a Leroy Merlin, lançou recentemente o atacarejo Obramax no Rio de Janeiro, reforçando essa tendência de mercado.

Outra aposta para empresas de casa e construção é oferecer produtos com a pegada do do it yourself, ou “faça você mesmo” – são peças que podem ser adquiridas separadamente e, por serem mais fáceis de montar e construir, saem mais baratas para o consumidor e dispensam a contratação de um profissional para o serviço.

Vale também sugerir dicas de decoração para os consumidores, como faz a Dunn Mobile, especializada na fabricação de móveis de alumínio e fibra sintética: além de oferecer produtos de qualidade, disponibilizou funcionários para dar dicas de como os clientes poderiam combinar produtos para decorar suas casas.

O investimento em tecnologia também é um diferencial estratégico, como fez a Mobly, loja online de móveis e artigos de decoração fundada em 2011 pelos empreendedores Victor Noda, Mário Fernandes e Marcelo Marques.

O aplicativo da loja utiliza ferramenta de realidade aumentada que projeta itens em 3D para qualquer cômodo. A inovação atraiu investidores e a empresa já recebeu mais de R$ 80 milhões em investimentos. Com o uso de tecnologia e dados dos consumidores, a Mobly consegue identificar o que os clientes desejam, lançando produtos mais acessíveis.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]