O NCD Floripa começou o ano com uma nova gestão para o biênio 2018-2019. Marcia Maurano, da Saccaro Floripa, e Koka Rigon, da Roka Ideias e Objetos, são as empresárias à frente da regional do Núcleo Catarinense de Decoração – entidade que começou na Capital e que completa duas décadas no próximo ano.

Agenda de eventos e de qualificação estão entre as propostas para o próximo ano


O NCD Floripa começou o ano com uma nova gestão para o biênio 2018-2019. Marcia Maurano, da Saccaro Floripa, e Koka Rigon, da Roka Ideias e Objetos, são as empresárias à frente da regional do Núcleo Catarinense de Decoração – entidade que começou na Capital e que completa duas décadas no próximo ano.

Uma das metas da dupla, que era o de ampliar o número de lojistas associados, se concretizou. O primeiro semestre foi de construção, prospecção, e no segundo os resultados começaram a aparecer. Hoje, a regional conta com 29 lojistas. No seleto grupo de marcas referências no mercado de luxo da decoração, acabam de ingressar Arquitetura do Sono, Florense, Floripa’s Aquecedores, Marmoraria Capital, Dell Anno e Mosarte.

As adesões mostram a diversidade do segmento dentro da entidade. Além de fomentar a cadeia gerando negócios, estreitando a relação com especificadores – arquitetos, decoradores e designers -, outro desafio, segundo Márcia, diretora da Regional Floripa, estava ancorado na proposição de ações e no incremento da agenda de eventos com foco na geração de conteúdo relevante para os profissionais do setor. Neste contexto, a diretoria de Floripa superou as expectativas.

“Nossa intenção era a de estreitar laços não só entre os envolvidos na cadeia do décor, mas com a própria cidade. E pensamos: o primeiro passo é estimular a valorização da nossa produção artística. Somos formadores de opinião no nosso segmento, mas ainda olhamos muito para fora. Ou seja: temos que movimentar o que está ao nosso redor. Eis o papel da nossa gestão, o de motivar e engajar as pessoas”, destacou Márcia.

A partir daí, as ações foram desenhadas e realizadas. A primeira delas foi o NCD Visita, onde a regional Floripa organizou visitas guiadas – voltadas para profissionais do setor e pessoas interessadas – com educadores e curadores de arte em exposições e galerias pela cidade.

“Pode não parecer, mas muitos participantes confessaram, inclusive, que não têm o hábito de visitar os museus locais. Ou seja, por isso é cada vez mais importante atuarmos nessa frente, provocando e ao mesmo tempo diminuindo a distância”, pontua.

Na programação foram contabilizadas três edições do NCD Visita em 2018: foram promovidas duas edições em importantes exposições no Museu de Arte de Santa Catarina, o Masc. Uma delas foi na mostra Pléticos e outra Desterro Desaterro, em comemoração aos 70 anos do Masc. A terceira visita foi na casa-ateliê da galerista e consultora de arte contemporânea Myrine Vlavianos, na Lagoa da Conceição, que apresentou o acervo de obras de artistas com os quais trabalha, principalmente os catarinenses.

“É um trabalho de formiguinha, mas cada vez mais temos maior aceitação e, mais do que isso, os feedbacks têm sido totalmente positivos com relação à iniciativa experimental.”

Na mesma linha, nasceu o Curso de História da Arte em parceria com a professora da UFSC, Carolina Votto, que é pesquisadora de Arte, Filosofia e Educação. A atividade foi dividida em quatro módulos e oferecida ao mesmo público de forma gratuita. O tema abordado nas aulas foi Do Modernismo ao Contemporâneo, a partir da relação da arte com a arquitetura. Cerca de 70 pessoas participaram desta primeira edição. “Durante o curso, em conversa com alguns participantes, já tivemos um retorno positivo. As pessoas valorizam iniciativas que agregam conteúdo”, destaca a diretora do NCD Floripa.

A ideia, segundo a diretoria da regional é dar sequência ao curso no próximo ano. O objetivo é aprimorar o formato para que mais pessoas possam participar. E não para por aí. Dando continuidade ao trabalho realizado na gestão anterior, o NCD Floripa encabeçou mais uma edição do projeto NCD Solidário. Neste ano, fraldas geriátricas foram doadas para o lar Anjo Querido, um asilo em Biguaçu, na Grande Florianópolis, que atende 17 mulheres idosas, acamadas. “Fizemos uma feijoada solidária e com parte dos recursos realizamos a compra e a entrega diretamente na entidade”, explica Marcia.

A escolha da instituição teve a colaboração da arquiteta Maria Aparecida Cury Figueiredo, que hoje coordena um grupo, o Amor pela Vida, formado por amigos, todos voluntários, e que anualmente se dedicam a ajudar uma instituição.

Para 2019, muitas são as expectativas. Além de potencializar novos negócios para os associados, promover encontros entre empresários e profissionais, trazer novas lojas para o grupo, ampliando o mix, o desafio é manter – em algumas situações com formatos atualizados – as ações com foco na valorização da produção cultural e artística da cidade.

“Acreditamos que os eventos que envolvem conteúdo, como os citados anteriormente, têm excelente aceitação do público. Hoje em dia as pessoas não têm mais tempo. Por isso, preferem iniciativas que agreguem, somem de alguma forma, seja no seu processo pessoal ou profissional”, finaliza a empresária Márcia Maurano.

 

Em Destaque: Márcia Maurano e Koka Rigon (diretora e vice diretora do NCD Floripa). Foto: Divulgação.