Cada vez mais utilizados como alternativas construtivas, consolidam-se como opções baratas para acomodar diferentes espaços, como restaurantes, lojas e casas.

Conquistando cada vez mais espaço nos projetos arquitetônicos, eles podem acomodar diferentes espaços, como restaurantes, lojas e casas


Se há algum tempo, a principal função dos contêineres era guardar cargas em portos e navios e ao estrearem nos canteiros de obras serviam apenas como abrigo e local de descanso para os funcionários, atualmente a realidade é bem diferente: eles já ocupam novos espaços e, junto com os módulos, viraram opções baratas para acomodar diferentes ambientes, como restaurantes, lojas e casas, e multiplicam-se os projetos que têm no uso desses materiais sua característica principal. No Brasil, essa tendência chegou a partir de 2009, e pela quantidade de propostas já implantadas e em implantação, veio para ficar.

 

O uso módulos e contêineres como alternativa construtiva ganhou força nos últimos anos – e não foi à toa: são várias as vantagens e benefícios que esse tipo de construção oferece, e no final de 2018 um relatório de Inteligência do SIS/Sebrae esclareceu, em detalhes, questões relacionadas ao início da utilização na construção civil, formas de aplicação, pontos de atenção, idéias de negócios e questões relacionadas à legislação que controla o uso desses materiais, entre outros.

 

Como principais vantagens o relatório aponta a qualidade, menor tempo de obra, facilidade de ampliação, sustentabilidade, praticidade e custo, e não é difícil justificar cada uma delas.

 

Uma vez que as peças já são levadas prontas para o local da obra, essas estruturas tendem a ter uma ótima qualidade, já que são desenvolvidas em fábricas especializadas, e além disso, a vida útil de um contêiner é de cerca de 100 anos.

 

Como em construções modulares e com contêineres não há tantas personalizações e geralmente são utilizados modelos já produzidos previamente, a velocidade com que os projetos são concluídos é muito maior. Outra vantagem é a possibilidade de aumentar o espaço original da construção, anexando facilmente mais módulos.

 

O custo também é um grande atrativo: uma obra feita com um contêiner de 15 m², por exemplo, custa aproximadamente R$ 39 mil. Já a obra em alvenaria tem um custo de cerca de R$ 47 mil – ou seja, um valor 20% mais caro.

 

Uso e regularização

Amparados em propostas criativas e bem elaboradas, a utilização de módulos e contêineres têm isso muito além das moradias e estabelecimentos comerciais, seja com utilização definitiva ou temporária, como stand de vendas, banheiros e bilheterias para eventos, escritórios, unidades educacionais e de saúde, pousadas, galpões, estúdios de artes, entre outros. As adaptações permitem essa variedade de propostas e ampliam cada vez mais os limites de utilização.
Há, entretanto, alguns postos que precisam ser observados quando se deseja fazer qualquer tipo de construção utilizando contêineres, e o primeiro passo é adquiri-los de forma legal.

 

É preciso, por exemplo, levar em consideração que o contêiner, quando reaproveitado, é considerado um material estrangeiro e deve ser nacionalizado para ter a venda disponibilizada no mercado. É importante que o consumidor confira se esse processo foi feito antes de adquirir o produto, e em caso de dúvidas, deve ser procurada a Câmara Brasileira de Contêineres, Transporte Ferroviário e Multimodal.

 

Além disso, é necessário seguir uma série de regras na hora em que for fazer a obra , seja ela comercial ou residencial. Entre as etapas que precisam ser cumpridas estão a obtenção laudo de descontaminação (para comprovar se a peça está livre de resquícios provenientes das cargas transportadas anteriormente), análise do terreno, desenvolvimento de projeto (mostrando detalhadamente como a obra será feita), aprovação na prefeitura e registro imobiliário.

 

Geralmente, os documentos necessários para a regulamentação de uma obra como essa são os mesmos exigidos para construções de alvenaria. Porém, para evitar surpresas, é válido consultar as informações detalhadamente na prefeitura da cidade. Os procedimentos padrões de cada município podem variar, portanto, é importante que o consumidor se informe na sua cidade para entender as exigências específicas.

Em destaque: Fotos: Divulgação/Sebrae

 

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