O brasileiro se rendeu aos animais de estimação: são mais de 50 milhões de cães e 22 milhões de gatos, segundo apuração do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016. Na contramão do aperto econômico, o segmento pet apresenta projeções de crescimento, com faturamento que supera os R$ 20 bilhões.

CRESCE PROCURA POR SERVIÇOS E PRODUTOS ESPECIALIZADOS E EMPRESAS INVESTEM PARA ATENDER DEMANDA


O brasileiro se rendeu aos animais de estimação: são mais de 50 milhões de cães e 22 milhões de gatos, segundo apuração do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016. Na contramão do aperto econômico, o segmento pet apresenta projeções de crescimento, com faturamento que supera os R$ 20 bilhões. A explicação é uma mudança de comportamento: os animais agora são considerados parte da família e têm lugar de destaque no orçamento doméstico, seja em investimentos na área de saúde ou estéticos.

Em Santa Catarina não é diferente: levantamento do Conselho Regional de Medicina Veterinária de SC (CRMS/SC) aponta que número de estabelecimentos ligados ao setor cresceu 12% em 2017 na comparação com 2016. O maior incremento foi no número de hospitais, (66%), seguido por clínicas (37%), pet shops (8%) e consultórios (6%).

Um dos exemplos deste bom momento é a clínica Cão.Com, de Florianópolis, que registrou no ano passado faturamento acima da média: 20%. Os resultados foram positivos em quase todos os setores da empresa como: hospital (36%), plantão (39%), consultas (7%), pronto atendimento (22%), especialidades (100%), internação (11%) e exames (12%). Já o ticket médio passou de R$ 230,00 para R$ 267,00.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

*Crescimento no período
Fonte: Conselho Regional de Medicina Veterinária de SC

De olho em futuros clientes, o médico veterinário Luciano Granemann e Silva, proprietário da clínica, resolveu investir: foram cerca de R$ 200 mil na reforma, que está em fase de finalização. Houve ampliação da área da farmácia, abertura novos consultórios, melhoria nos acessos, criação de estacionamento e implantação de setores para internação separados para cães e gatos.

Segundo ele, o cliente também está mais exigente quanto à qualidade do serviço prestado. Por isso é preciso estar sempre atualizado em termos de diagnósticos e tratamentos.

“As pessoas hoje querem o melhor para o seu pet, o que há de mais moderno, não economizam quando se trata da saúde deles”.

Luciano Granemann e Silva
Médico veterinário e empresário
Foto: Viviane Araújo/Dilvulgação

SEGMENTO DE HOSPEDAGEM VÊ NOVO FILÃO


Outra tendência do segmento são os estabelecimentos pet friendly, entre eles, os direcionadas à hospedagem. Em Santa Catarina, alguns estabelecimentos já aderiram ao movimento como o IL Campanario Villaggio Resort, na Capital, e a rede CHA, que inclui o Hotel Piçarras (Balneário Piçarras), Pousada Dom Capudi (Bombinhas), Hotel Bandeirantes (Balneário Barra do Sul), Hotel Porto de Paz (São Francisco do Sul) e Itapoá Marina Hotel (Itapoá).

O IL Campanario contratou a empresa de consultoria Petinerary, de Florianópolis, que durante seis meses atuou na análise da estrutura física, sinalização, produção de material e treinamento dos funcionários. A atenção começa já na hora da reserva, com o Pet Check-in, com o envio de um formulário com as exigências para a hospedagem do animal (vacinas, higiene, identificação, comportamento, etc.). No quarto é disponibilizado um kit composto por caminha, potes de água e comida, tapete e saquinhos plásticos higiênicos e sinalizador de porta. A hospedagem é apenas para animais de pequeno porte, e a diária é de R$ 150,00 por animal.

Na CHA, são aceitos animais de pequeno porte, até 40 quilos, que podem ser cães, gatos e coelhos, por exemplo. Os pets são hospedados nos quartos, com os donos, e a diária é de R$ 40,00. Segundo Felipe Linzmeyer, coordenador de Marketing, essa é uma estratégia de negócio da empresa, “uma forma de preencher lacunas de atendimento que as maiores redes hoteleiras não costumam oferecer”.