Reduzir os custos de energia e ampliar o consumo de matriz alternativa em território catarinense. Esses são os objetivos da segunda etapa do Programa Indústria Solar, agora com foco nas pequenas e médias indústrias do Estado.

PROGRAMA OFERECE SISTEMAS PARA PEQUENOS E MÉDIOS NEGÓCIOS, COM CONDIÇÕES ESPECIAIS DE FINANCIAMENTO


Reduzir os custos de energia e ampliar o consumo de matriz alternativa em território catarinense. Esses são os objetivos da segunda etapa do Programa Indústria Solar, agora com foco nas pequenas e médias indústrias do Estado, lançando no final de fevereiro e com inscrições abertas. O investimento por sistema varia de R$ 73 mil a R$ 204 mil e pagamento pode ser parcelado em até oito anos.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

SISTEMAS OFERTADOS PARA AS INDÚSTRIAS (FOTO)

“Energia é um insumo importante e caro para o setor industrial na composição dos custos de produção e esse programa visa popularizar o sistema de energia solar, que em Santa Catarina representa 10% dos 22 mil pontos instalados no Brasil”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc). “Já temos financiamento assegurado em condições especiais e, portanto estamos otimistas em relação à adesão”.

O Programa é resultado da parceria entre a Fiesc e empresas Engie e Weg, que fornecem e instalam os sistemas, com o apoio da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) e das instituições financeiras Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e Cooperativa Central de Crédito Urbano (Cecred).

Segundo diretor de operações da Engie Solar Distribuída, Rodrigo Kimura, levantamento apontou para potencial de 50 mil pequenas e médias indústrias catarinenses aptas a participar do programa.

“O ponto mais importante é que todas estão conectadas na baixa tensão”, explica. “Isso significa que são consumidores que pagam uma energia mais cara; é para esse empresário que estamos endereçando esse programa nesse momento”.

“A economia gerada por meio dessa mudança de matriz energética pode impulsionar os pequenos e médios negócios do Estado”, avalia João Paulo Gualberto da Silva, diretor de Novas Energias da WEG. “Além disso, é uma energia limpa e inesgotável. Esse é um investimento que vale a pena em diferentes aspectos”.

O uso de energia solar está em expansão no País.

“Para termos uma ideia do crescimento do uso dessa fonte de energia, no ano passado começamos o ano com cerca de 90 MW operando no Brasil e fechamos o ano em 1.100 MW. É um mercado que cresceu mais de onze vezes no período, o que é bem significativo”, diz o presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Lopes Sauaia.

MODELO TORNA INVESTIMENTO AUTOFINANCIÁVEL


Serão três modelos de geradores ofertados às indústrias catarinenses com preços diferenciados e condições especiais de financiamento que tornam o investimento autofinanciável, já que o valor economizado na fatura da energia elétrica poderá ser próximo ao da parcela do financiamento dos sistemas fotovoltaicos adquiridos por meio do programa.

Calcula-se que para o pagamento à vista, o retorno do investimento seja entre quatro e quatro anos e meio e, no financiamento, entre seis e seis anos e meio.

Normalmente instalados nos telhados, os sistemas solares fotovoltaicos geram energia a partir da luz do sol e são a tecnologia mais disseminada no planeta para a microgeração distribuída de energia renovável.

A energia solar oferece não apenas a satisfação de ter uma fonte limpa de energia como também economia na conta da luz. Pois, além de suprir o consumo de energia da residência ou indústria no momento em que é gerada, a legislação da Geração Distribuída (GD) permite que o consumidor deposite na rede o excedente da energia produzida pela sua microusina particular para ser transformado em créditos junto à concessionária de energia.

Esses créditos possuem validade de cinco anos e são utilizados nos momentos em que a unidade estiver consumindo mais energia do que gerando, como dias de chuva ou à noite.

PROJETO PILOTO DIRECIONADO A RESIDÊNCIAS


A primeira fase do Programa Indústria Solar, lançado em novembro de 2017, recebeu mais de 1,3 mil inscrições em três meses. O projeto-piloto teve as ofertas de sistemas residenciais direcionadas exclusivamente aos cerca de 40 mil colaboradores das empresas e entidades participantes: Sistema Fiesc, Engie, Weg, Cecred e Celesc.

Para as pessoas físicas, o Programa oferece duas opções de sistemas residenciais ao custo de R$ 10.428 (potência de 1,95 kWp) ou R$ 16.338 (potência de 3,25 kWp) que podem ser pagos a vista ou financiados em 60 vezes.

A partir desta segunda fase, a oferta de sistemas residenciais poderá ser aberta aos colaboradores das indústrias que aderirem ao Programa e optarem por estender essa opção também aos seus funcionários por meio de convênio.