Pela primeira vez em 56 anos de história, a Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) será comandada por uma mulher. Pelos próximos três anos, a entidade terá à frente da presidência a juíza Jussara Schittler dos Santos Wandscheer, eleita em dezembro de 2017 e empossada no início de março.

JUSSARA SCHITTLER DOS SANTOS WANDSCHEER É A PRIMEIRA MULHER NA PRESIDÊNCIA DE ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS CATARINENSES


Pela primeira vez em 56 anos de história, a Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) será comandada por uma mulher. Pelos próximos três anos, a entidade terá à frente da presidência a juíza Jussara Schittler dos Santos Wandscheer, eleita em dezembro de 2017 e empossada no início de março.

Liderando a única chapa inscrita no pleito – a “Magistratura Unida” -, a juíza afirma que a candidatura nasceu naturalmente e que, principalmente, por conta da participação ativa dela na gestão anterior – quando ocupava o cargo de 1ª vice presidente da entidade – teve a oportunidade de conhecer melhor as dificuldades enfrentadas pelos colegas magistrados, bem como suas expectativas em relação à Associação.

“Embora sempre tivesse participado da vida associativa por intermédio das coordenadorias regionais, a função judicante é muito solitária e a ampliação da vivência associativa me tornou mais compreensiva e descortinou uma realidade que me era desconhecida”, explica a nova presidente da AMC.

Segundo Jussara, o período em que atuou na vice presidência fez com que acompanhasse de perto dedicação fundamental para o exercício do cargo, identificando o muito que já foi feito e o quanto ainda há por fazer pela magistratura com o objetivo de garantir, principalmente, um Poder Judiciário independente.

“Aceitei o desafio porque acredito que com a experiência angariada nesta trajetória e com o apoio dos demais integrantes do grupo posso atuar pela defesa das garantias e direitos da magistratura e pelo aprimoramento das nossas condições de trabalho e a consequente efetividade da Justiça”, afirma.

Justamente por isso, nos próximos três anos, um dos principais focos da gestão que se inicia será a valorização dos juízes que atuam em Santa Catarina o que, na opinião da magistrada, é fundamental para motivar a classe.

A ideia, segundo explica, é estimular uma maior participação dos associados na gestão da entidade por intermédio das coordenadorias regionais e do conselho deliberativo.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Foto: Divulgação

“Para alcançar este objetivo, precisamos aprimorar a comunicação, tanto interna quanto externa, pois entendemos ser essencial que as manifestações da entidade por meio de seus representantes retratem fielmente o pensamento dos associados”, explica a presidente.

Nesse processo, a juíza acredita ser essencial que no plano nacional a entidade catarinense busque, juntamente com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e as demais entidades estaduais, garantir os direitos e prerrogativas da magistratura e pavimentar condições para aprovação da recomposição do subsídio, das PECs que tratam do tempo de valorização da magistratura e das eleições diretas para os cargos diretivos dos Tribunais de Justiça.

“Entendemos que uma magistratura forte, independente e motivada é a mais poderosa arma a serviço da sociedade para que ela possa enfrentar problemas que afligem a população como um todo, como a crise na segurança pública e os casos de corrupção que afetam o Estado, que acabam acarretando graves prejuízos a tantas outras áreas de grande importância, como a saúde e a educação”, afirma a juíza Jussara Wandscheer.

Além da definição da juíza Jussara Schittler dos Santos Wandscheer para a presidência da AMC, a eleição da chapa “Magistratura Unida” elegeu também o juiz Vitoraldo Bridi (1º vice-presidente) e o desembargador aposentado Alcides dos Santos Aguiar (2º vice-presidente).

 
  • Jussara Schittler dos Santos Wandscheer é formada em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
  • Após cursar a Escola Superior da Magistratura do Estado de Santa Catarina (Esmesc), ingressou na magistratura catarinense em agosto de 2003.
  • Atuou, enquanto juíza titular, nas comarcas de Modelo, Xanxerê, Mafra, Chapecó e Blumenau. É mestre em Direito Constitucional pela Universidade Estácio de Sá/Rio de Janeiro.