A Copa do Mundo de 2014 deixou um saldo ainda pior do que o fatídico 7 x 1 que o Brasil levou da seleção alemã nas semifinais. Levantamento do portal G1 de junho aponta que, passados quatro anos, de todas as 12 cidades-sede brasileiras, 11 ainda têm projetos inacabados, a maioria na área de mobilidade ou de infraestrutura aérea.

A Copa do Mundo de 2014 deixou um saldo ainda pior do que o fatídico 7 x 1 que o Brasil levou da seleção alemã nas semifinais. Levantamento do portal G1 de junho aponta que, passados quatro anos, de todas as 12 cidades-sede brasileiras, 11 ainda têm projetos inacabados, a maioria na área de mobilidade ou de infraestrutura aérea. Ao todo, foram gastos R$ 33,3 bilhões (em valores atualizados) em obras, mas, mesmo assim, a falta de dinheiro é uma das causas dos atrasos, aliada a problemas com empreiteiras e contratos rescindidos.

Esse é um triste e sério exemplo dos problemas que a ausência de gestão de projetos pode acarretar. O gerenciamento possibilita o planejamento e acompanhamento em nove áreas – escopo, tempo, custo, qualidade, recursos humanos, comunicação, risco, aquisições e integração – e tem como meta fazer que o projeto seja finalizado com sucesso. Com a aplicação desse controle preciso, evitam-se surpresas no decorrer da execução ou, ainda, pode-se atuar para minimizar as consequências do inesperado.

No Brasil, ainda prevalece a cultura do “vamos fazer primeiro e depois vemos no que dá” – no caso da Copa do Mundo de 2014, “deu ruim” -, mas, aos poucos, as empresas começam a perceber os ganhos relacionados com o uso de ferramentas eficientes – redução de custos e de tempo e maior satisfação dos clientes são os principais.

No mundo, a expectativa de expansão do gerenciamento de projetos é evidenciada no levantamento Project Management Job Growth and Talent Gap Report – 2017-2027, encomendado pelo Instituto de Gerenciamento de Projetos (PMI Global), divulgado em junho passado e que pode ser acessado em português no site do PMI Santa Catarina. Em 2027 serão necessários 87,7 milhões de profissionais trabalhando em papéis orientados à gestão de projetos nos 11 países analisados, incluindo o Brasil. E o gap de profissionais pode gerar uma perda potencial de US$ 207,9 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) desses países. Entre os setores com maior demanda estão manufatura e construção (9,7 milhões de vagas), informação e publicidade (5,5 mi) e financeiro e seguros (4,6 mi).

E a sua empresa, vai ficar esperando para ver no que vai dar?

* Carla Pessotto, jornalista, com especialização em Jornalismo, mestrado em Literatura e MBA em Gerenciamento de Projetos. Escreve mensalmente sobre gerenciamento de projetos neste espaço. Contato: carlapessotto@gmail.com