Texturas e materiais diversos inspiram as criações da estilista Luciana Andrade, que nos últimos anos uniu moda e decoração para transformar um sonho em realidade.

TRABALHO ARTESANAL DE MANTAS E ALMOFADAS, DA ESTILISTA LUCIANA ANDRADE, ATRAI ATENÇÃO PELO VALOR AGREGADO


Texturas e materiais diversos inspiram as criações da estilista Luciana Andrade, que nos últimos anos uniu moda e decoração para transformar um sonho em realidade.

Para isso, ela saiu do Rio Grande do Sul e escolheu Florianópolis para montar o ateliê, mais exatamente a Barra da Lagoa, local de onde saem obras de arte. São mantas e almofadas, todas feitas à mão, que como a própria estilista diz, além da estética singular, são cheias de significados e histórias.

“Eu não trabalho sozinha. Hoje tenho a parceria de tecelãs que desenvolvem um trabalho primoroso no tear manual, fio por fio, a partir das mais diversas matérias-primas. São tricoteiras, bordadeiras e crocheteiras do Ribeirão da Ilha, do Morro das Pedras, do Campeche e da Barra da Lagoa. Todas de Florianópolis, porque queremos valorizar a mão de obra local”, pontua Luciana.

Lã de ovelha e de alpaca, couro de porco, fio de seda, fio de algodão fazem parte da composição das tramas, que dão forma aos acessórios decorativos. As matérias-primas são selecionadas com muita cautela e de forma sustentável.

Aliás, a cultura do feito à mão ganha cada vez mais valor agregado. As empresas do segmento olham com outros olhos e observam a exclusividade na forma do fazer artesanal.

A Gobbi Novelle, de Porto Alegre, é um exemplo. Um pouco deste trabalho artesanal deu forma recentemente à coleção exclusiva que Luciana Andrade desenvolveu para a grife gaúcha. A linha é composta por 11 itens, entre almofadas e mantas para decoração da casa. Ela usou técnicas de felpage, tear manual e crochê, que resgatam as manualidades.

Para esta coleção foram mescladas texturas e cores. Quanto à matéria-prima, a opção foi pelo fio de seda e de algodão, lãs diversas e rede de pesca, esta com assinatura da artesã Nara Guichon, de Florianópolis”, explica.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

“As almofadas são uma releitura dos casacos que eu já fazia, com fechamentos de botões forrados e casinhas de alfaiataria. Busquei as técnicas utilizadas na moda, mas também trouxe referências da infância, de uma avó costureira e uma mãe assistente social que amava o feito à mão”.
Fotos: Carolina Portella Nunes/Divulgação