Florianopolitano de nascimento, em 1964 Andrezzo radicou-se em São Paulo, cidade onde deu início à carreira, estudando na Associação Paulista de Belas Artes. Esse foi, segundo ressalta, o início técnico, já que durante toda a infância conviveu com as habilidades artísticas do pai, de alguns dos dez irmãos e com as próprias incursões no mundo das artes.

ARTISTA PLÁSTICO ZÉLIO ANDREZZO É RECONHECIDO, PRINCIPALMENTE, PELOS RETRATOS QUE PRODUZ


“A arte atiça as pessoas, conquista, distrai, dá conforto e provoca emoções. É, sim, uma ciência – que considera proporções, espaços, luz e cores -, e por isso a pessoa precisa estudar – para adquirir conhecimento. Mas é uma ciência que se combina a outros elementos como dom, habilidade e prática”.

Quando explica o trabalho dele desta forma, simples e didática, o artista plástico Zélio Andrezzo parece tornar fácil o ato de transportar para uma tela em branco as lindas paisagens, casarios, recortes de momentos e retratos que levam sua assinatura. Mas observando os quadros que ocupam as paredes de sua casa e ilustram inúmeros catálogos e publicações, fica difícil acreditar que seja um trabalho realmente simples.

“Repetição é a fórmula do aperfeiçoamento”.

Florianopolitano de nascimento, em 1964 Andrezzo radicou-se em São Paulo, cidade onde deu início à carreira, estudando na Associação Paulista de Belas Artes. Esse foi, segundo ressalta, o início técnico, já que durante toda a infância conviveu com as habilidades artísticas do pai, de alguns dos dez irmãos e com as próprias incursões no mundo das artes.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Zélio Andrezzo
Artista Plástico

“Eu praticamente nasci desenhando. Lembro-me de sempre estar com papel e lápis crayon nas mãos, desenhando o que via e o que imaginava”, conta o artista.

As doses de ‘dom’ e ‘habilidade’ foram agregando cada vez mais minúcias e detalhes aos seus trabalhos, e o estudo e a prática garantiram técnica e aperfeiçoamento, direcionando boa parte de seus trabalhos à temática que é, ainda, sua grande paixão: o corpo humano.

“Na faculdade, meu trabalho de conclusão de curso foi relacionado à estética, e me aprofundei em estudos sobre os detalhes de rostos, músculos e equilíbrio entre as formas, que tanto nos atraem nas reproduções de imagens de pessoas”, explica.

Não por acaso, entre todos os temas, é pelos retratos que Zélio Andrezzo demonstra um carinho especial, mas, segundo ressalta, o artista que realmente vive de sua arte precisa saber caminhar pelas temáticas diversas, buscando materializar impressões que atraiam a atenção de diferentes pessoas.

Há quase 20 anos, o artista retornou definitivamente a Florianópolis, onde é reconhecido pelo seu trabalho diferenciado, que inclui a retratação dos 39 últimos presidentes de instituições (24 do Tribunal de Contas e 15 da Assembleia Legislativa, que, inclusive, lhe renderam homenagens como um dos principais protagonistas da história da arte em Santa Catarina e o troféu “Olho do Tempo”, como ‘Destaque Catarinense’.

Vivendo da arte há mais de 50 anos, Andrezzo possui obras que integram acervos particulares em diferentes cidades do Brasil e em países, como Argentina, Paraguai, França, Itália, Alemanha, Japão, Portugal, Suíça, Inglaterra e Estados Unidos, onde tem mais de 150 trabalhos vendidos.

As premiações oficiais são inúmeras e graças à sua habilidade, por exemplo, em 1991 recebeu, na capital paulista o título “Hors Concurs” em retratos. Em Florianópolis, além de se dedicar ao intimista trabalho da pintura, divide seus conhecimentos com grupos de animadas alunas.

Quinzenalmente, o artista viaja para cidades do interior do Estado, como São Bento do Sul e Criciúma, onde também dá aulas.

Para o artista plástico, somos movidos a instintos e a manifestação artística nas diferentes formas, além de ser algo que faz parte de nossa cultura está, também, em nossa herança genética. E, segundo ele, a pintura é uma excelente forma de estimular os neurônios.

“É uma atividade que te dá longevidade. Vejo isso por mim, e muito claramente em minhas alunas, que estão sempre com energia, dispostas a aprender e evoluir. Por isso, quando me perguntam quanto tempo levei para aprender a pintar, tenho muita tranquilidade para responder que se leva uma vida inteira aprendendo, e outra praticando.

O tempo nos permite ver sempre algo diferente nos trabalhos: um quadro que você pintou ou viu há anos continua sendo o mesmo quadro. mas seu olhar será outro. Isso é aprender”.