O conceito, chamado de arquitetura humanizada, tem sido a aposta de muitas clínicas, consultórios e hospitais, cada vez mais interessados em oferecer experiências sensoriais para seus pacientes, ao invés de um local que remeta à ideia de doenças.

CONSULTÓRIOS APOSTAM NO CONCEITO HUMANIZADO PARA PROMOVER O BEM-ESTAR DOS PACIENTES


Tudo que uma pessoa precisa quando busca ajuda de um profissional de saúde é se sentir acolhida. E, além do atendimento do especialista em questão, a sensação de conforto proporcionada pelo ambiente faz toda a diferença.

O conceito, chamado de arquitetura humanizada, tem sido a aposta de muitas clínicas, consultórios e hospitais, cada vez mais interessados em oferecer experiências sensoriais para seus pacientes, ao invés de um local que remeta à ideia de doenças.

“A concepção de arquitetura humanizada não é uma questão apenas estética, vai muito além, pois promove o bem-estar do paciente enquanto ele espera o atendimento ou está em tratamento.

O projeto de interiores precisa atender esta necessidade e também toda a legislação da parte da vigilância sanitária, que irá determinar a escolha dos materiais e layout de acordo com a particularidade do estabelecimento e procedimentos médicos – sejam invasivos ou não”, explicam os arquitetos Rosane Girardi e Alcides Theiss, do escritório Theiss Girardi Arquitetura.

A proposta de fazer com que os pacientes possam se sentir no conforto do lar foi concretizada pela dupla nesta clínica de ginecologia, obstetrícia e urologia feminina, de 75 m2, em Florianópolis. O imóvel é distribuído em recepção, sala de espera com lavabo, dois consultórios e sala de exames com acesso restrito.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

A marcenaria camufla o armário, onde são organizados os fichários e exames

A atmosfera acolhedora que predomina no décor revela uma paleta de cores suave e neutra, tecidos de bom toque e a madeira – que aqui tem o poder de “aquecer” os espaços. Referências clássicas também entraram no briefing dos arquitetos a pedido das clientes.

“O estilo aparece na escolha dos móveis soltos e nos padrões de acabamento da marcenaria sob medida”, complementam.

Como o caso do boiserie, os painéis de madeira em relevo que emolduram as paredes, criado na França entre os séculos 17 e 18. Segundo a arquiteta, neste projeto, a técnica tem função de proteger as superfícies e serve de isolante térmico, ao mesmo tempo que traz o charme vintage em versão renovada.

Na parte de soluções, a dupla destaca a utilização dos espelhos na cor bronze na recepção. Mais do que uma mera escolha plástica, as peças ampliam a percepção espacial, um truque que dá a impressão de que o ambiente tem o dobro da metragem real.

“Além da missão de aumentar o espaço, um dos espelhos camufla um armário, recortado a laser, onde são guardados fichários e exames. O papel de parede faz menção ao estilo clássico e dá acabamento ao conjunto. E as cortinas translúcidas permitem visualizar a paisagem e tornam o local agradável numa clara referencia à sala de estar de casa”, pontuam. Vale enfatizar a presença do verde em alguns cômodos, transportando bom frescor.

Espelhos ampliam a percepção do espaço