CRESCE DEMANDA DE ADULTOS QUE INVESTEM EM PROGRAMAS DE INTERCÂMBIO PARA CURSOS SUPERIORES


Nunca os brasileiros procuraram tanto os programas de intercâmbio como agora e as razões são muitas: vivência de novas culturas, reconhecimento profissional, qualificação, insatisfação por conta do momento econômico e político do país.

A diferença, entretanto, está no perfil do público dos intercambistas. O que antes era feito apenas por adolescentes e jovens agora interessa também ao público com mais de 30 anos.

“Isso porque nessa faixa etária boa parte deles já têm graduação e uma carreira profissional mais consolidada, inclusive com mais recursos financeiros. O foco então são os cursos de pós-graduação ou opções de estudo com trabalho remunerado”, explica o diretor da S7 Study SC, Roberto Tonin, que recentemente abriu uma unidade em Florianópolis.

Independente do perfil, o destino preferido dos brasileiros em 2018 para intercâmbio é o Canadá, de acordo com pesquisa da Associação de Agências de Intercâmbio (Belta), seguido pelos EUA.

Os programas de intercâmbio mais procurados ainda são os que focam em cursos de idiomas, que representam 68% das vendas da empresa. Já a demanda para cursos superiores (vocacional, graduação e pós-graduação) soma 32% das vendas, mas segundo projeções da franquia, esse número deve aumentar consideravelmente nos dois próximos anos.

“Para se ter uma ideia do tamanho do crescimento desse mercado, recentemente recebemos um comunicado oficial de uma renomada escola canadense informando que não estão mais aceitando brasileiros porque a cota de 25% já tinha sido preenchida em poucos meses de inscrições – e para as escolas que recebem programas de intercâmbio é interessante ter estudantes de diferentes nacionalidades”, comenta.

Fundada em 1998, a S7 Study é uma agência especializada em intercâmbios e credenciada por diversas entidades, tais como a Quality English, ABAV, IALC, Belta, Iata e Abrasseio. Entre os destinos oferecidos estão Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Irlanda, Inglaterra, França e África do Sul. A rede está presente em outros quatro estados brasileiros: Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.[/vc_column_text]

Roberto Tonin e Cristina Madeira
Sócios da S7 Study SC
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Abertura da agência
Janeiro 2018

Investimento inicial
R$ 250 mil

Projeção de faturamento para o 1º ano de agência
R$ 2 milhões

Projeção de vendas deste ano
170 programas de intercâmbio

VIVÊNCIA CULTURAL E CONHECIMENTO


Formada em Turismo, Francine De Marco sentiu a necessidade de dominar a língua inglesa para ter mais oportunidades no mercado.

“Sempre fiz curso de idiomas, mas sabia que ainda faltava a vivência no exterior para me comunicar melhor.

Decidi pela Austrália por ser um país multicultural, de beleza exuberante, referência em ensino de qualidade e seu estilo de vida. Como já tinha um nível intermediário, optei por um curso de quatro meses de General English, em Manly.

Logo em seguida, mais confiante, me matriculei em um business college, que equivale a um curso técnico aqui no Brasil, que teve duração de um ano e meio”, relembra.

Na época, com 23 anos, Francine logo conseguiu o primeiro emprego em um restaurante italiano. À medida que o inglês melhorava, procurava outros trabalhos para lapidar a língua e a remuneração.

“Com a graninha que consegui juntar, planejava minhas viagens. Na viagem de retorno ao Brasil, já fluente, aproveitei para conhecer alguns países da Ásia e América do Norte. Com certeza essa foi a minha maior experiência de vida. Conheci culturas e pessoas de todas as partes do mundo.

O intercâmbio contribuiu não só para meu crescimento profissional, mas ainda mais para minha evolução pessoal, pois construí meus próprios valores, ampliei meus conhecimentos, voltei mais madura, realizada e segura”, finaliza.

Francine De Marco: curso de idiomas e business college.
Foto: Divulgação