Em abril, a Caixa Econômica Federal fez dois anúncios que, além de facilitar o acesso à casa própria, devem funcionar como um novo estímulo ao mercado imobiliário: a instituição anunciou de uma só vez a redução das taxas de juros do crédito imobiliário e o aumento do percen­tual do valor do imóvel financiado.

CAIXA ECONÔMICA REDUZ TAXAS DE JUROS E AUMENTA PERCENTUAL QUE PODE SER FINANCIADO.


Em abril, a Caixa Econômica Federal (CEF) fez dois anúncios que, além de facilitar o acesso à casa própria, devem funcionar como um novo estímulo ao mercado imobiliário: a instituição (que em 2017 reduziu duas vezes o teto de financiamento de imóveis, deixou de ter as taxas mais baixas do mercado e, co­mo conse­quência, perdeu a liderança nas linhas de crédito com recursos da poupança entre novembro do ano passado e janeiro deste ano) anunciou de uma só vez a redução das taxas de juros do crédito imobiliário e o aumento do percen­tual do valor do imóvel financiado.

Para o presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza, as consequências positivas destas iniciativas serão facilmente percebidas, e devem acontecer em cadeia.

“Além de incentivar a produção de mais empreendimentos na construção civil, essas duas novidades farão com que tenhamos mais financiamentos imobiliários, e tudo isso provoca, em instância final, a geração de emprego e renda”, afirmou Souza.

Segundo ele, o objetivo da redução das taxas é, sim, oferecer melhores condições aos interessados, mas também contribuir para o aquecimento do mercado imobiliário e de suas cadeias produtivas.

“Essas  medidas vêm complementar o cenário que aponta para a retomada no setor, com lançamento de novos projetos, efetivação de novas con­tratações e movimentação da comer­cia­lização de terrenos. É, sem dúvidas, um cenário bem interessante, que traz pa­ra o empresa­riado uma expectativa de melhora. Ainda consideramos muito mais expectativa e otimismo do que realidade, mas é uma notícia boa”, afirma o presidente do Sin­duscon Grande Floria­nópolis, Helio Bairros.

De acordo com as novas regras, no caso de imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), em que estão enquadrados os residenciais de até R$ 800 mil para todo o país (exceto para Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, localidades nas quais o limite é de R$ 950 mil), as taxas mínimas passaram de 10,25% ao ano para 9% ao ano, e as máximas caíram de 11% para 10,25%. Já no caso de financiamentos que se enquadram no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), com limites superiores aos do SFH, a taxa mínima caiu de 11,25% para 10% ao ano, enquanto a máxima saiu de 12,25% para 11,25%.

Paralelamente à redução dos juros, também mudou o valor possível de ser financiado no caso de unidades usadas, ampliando o limite de 50% (que vinha sendo praticado desde agosto de 2017) para 70%.  Para as novas, foi mantido o percentual de 80% no teto do financiamento. Já em relação aos prazos, no caso do SFH eles permanecem entre 156 e 420 meses, e no SFI, entre 120 a 420 meses.

De acordo com avaliação de especialistas do mercado imobiliário, as mudanças anunciadas podem aquecer o mercado de imóveis, o que é reforçado pela declaração do superintendente da Caixa Econômica Federal em Florianópolis, Genésio Fernandes da Silva. Segundo ele, já houve resultados perceptíveis.

“As medidas atingiram, também, os imóveis com valores superiores a R$ 190 mil, e já observamos um aumento na procura por financiamentos de moradias com este perfil”, afirma.

Em relação à oferta de crédito habitacional, para 2018 a instituição anunciou possuir recursos de R$ 82,1 bilhões. “Esperamos cumprir este orçamento”, finaliza o superintendente Silva.

 

VENDAS DE MATERIAL CRESCEM E APONTAM PARA RECUPERAÇÃO


Na esteira dos muitos setores que se beneficiam com a retomada do crescimento da construção civil, as vendas no varejo de materiais de construção registraram, nos quatro primeiros meses deste ano, desempenho acima do verificado no mesmo período do ano passado: de janeiro a abril, a alta registrada pelo setor foi de 4%.

Os números são resultado da Pesquisa Tracking mensal da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). E mesmo que em março o varejo de material de construção tenha fechado o mês com desempenho 10% superior em comparação a fevereiro, e em abril todas as regiões do País tenham apresentado desempenho negativo na comparação com março (na região Sul, por exemplo, a queda foi de 2%), os dados mostram que os lojistas estão confiantes na recuperação de parte das vendas já em maio: cerca de 62% dos entrevistados esperam que as vendas cresçam, pelo menos 10% já nos próximos 30 dias.

Ainda de acordo com a pesquisa, cerca de 42% dos lojistas anunciaram que pretendem realizar investimentos nos próximos 12 meses, sendo que  18%  planejavam contratar novos funcionários já em maio. Segundo Cláudio Conz, que preside a Anamaco, o aumento do número de empregos e a redução dos juros do mercado imobiliário devem garantir ao segmento ainda mais fôlego e ajudar a alcançar a meta de fechar o ano de 2018 com 8,5% de crescimento sobre o que foi registrado ano passado.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]