Se há um segmento econômico no Brasil que demanda soluções e produtos inovadores é a cadeia da construção civil. Claro que há várias outras áreas que também correm atrás de tecnologias e novos modelos de negócio para crescer, mas o caso do setor construtivo/imobiliário é emblemático.

Por ter uma grande capilaridade e representar mais de 6% do produto interno bruto (PIB) do Brasil, há oportunidades para pensar a inovação em todos os pontos da cadeia, seja na gestão da obra ou para oferta dos produtos relacionados (venda/aluguel de imóveis, seguros residenciais, mobiliário).

É com essa visão mais abrangente que um grupo de empreendedores, representantes de grandes players e profissionais liberais que atuam na área vem se reunindo periodicamente para pensar os maiores desafios do setor e propor soluções. Este grupo representa a Vertical Construtech da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), iniciativa criada no início deste ano e que já conta com a participação de representantes de incorporadoras, imobiliárias, advogados, profissionais de Marketing, Comunicação, Direito e empreendedores do setor de tecnologia. O último encontro foi setembro, na sede da Associação.

A Grande Florianópolis é terreno fértil para estes projetos. Além de contar com um ecossistema colaborativo entre empresas, universidades e profissionais, há uma série de “construtechs” e “proptechs” sendo criadas na região – um movimento liderado pela Construtech Ventures, aceleradora de projetos inovadores para o mercado imobiliário e de construção sediada na Softplan e que tem 10 startups no portfólio. São negócios como gestão de fornecedores para manutenção de imóveis, marketplace de terrenos para empreendimentos, plataforma de cotação de materiais para obras, prevenção de distratos e uma série de outros serviços que já estão sendo oferecidos ao mercado.

Segundo o diretor da Vertical Construtechs da Acate, Marcus Vinicius Anselmo, um dos grandes desafios do segmento é desenvolver produtos imobiliários para as próximas gerações, que estão se descolando do conceito de propriedade e buscam mobilidade e facilidade na hora de encontrar um lugar para morar. Por isso, tecnologias e serviços que geram experiência de uso e facilidade para locar/sublocar/construir serão cada vez mais bem-vindas.

A demanda, afinal de contas, sempre haverá. Mas sem inovação e novas soluções, será muito difícil captar o consumidor do futuro.

STARTUPS DO SEGMENTO IMOBILIÁRIO E DA CONSTRUÇÃO CIVIL CONVERSAM COM PLAYERS TRADICIONAIS DO MERCADO PENSANDO EM NOVOS PRODUTOS E TECNOLOGIAS


Se há um segmento econômico no Brasil que demanda soluções e produtos inovadores é a cadeia da construção civil. Claro que há várias outras áreas que também correm atrás de tecnologias e novos modelos de negócio para crescer, mas o caso do setor construtivo/imobiliário é emblemático.

Por ter uma grande capilaridade e representar mais de 6% do produto interno bruto (PIB) do Brasil, há oportunidades para pensar a inovação em todos os pontos da cadeia, seja na gestão da obra ou para oferta dos produtos relacionados (venda/aluguel de imóveis, seguros residenciais, mobiliário).

É com essa visão mais abrangente que um grupo de empreendedores, representantes de grandes players e profissionais liberais que atuam na área vem se reunindo periodicamente para pensar os maiores desafios do setor e propor soluções. Este grupo representa a Vertical Construtech da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), iniciativa criada no início deste ano e que já conta com a participação de representantes de incorporadoras, imobiliárias, advogados, profissionais de Marketing, Comunicação, Direito e empreendedores do setor de tecnologia. O último encontro foi setembro, na sede da Associação.

A Grande Florianópolis é terreno fértil para estes projetos. Além de contar com um ecossistema colaborativo entre empresas, universidades e profissionais, há uma série de “construtechs” e “proptechs” sendo criadas na região – um movimento liderado pela Construtech Ventures, aceleradora de projetos inovadores para o mercado imobiliário e de construção sediada na Softplan e que tem 10 startups no portfólio. São negócios como gestão de fornecedores para manutenção de imóveis, marketplace de terrenos para empreendimentos, plataforma de cotação de materiais para obras, prevenção de distratos e uma série de outros serviços que já estão sendo oferecidos ao mercado.

Segundo o diretor da Vertical Construtechs da Acate, Marcus Vinicius Anselmo, um dos grandes desafios do segmento é desenvolver produtos imobiliários para as próximas gerações, que estão se descolando do conceito de propriedade e buscam mobilidade e facilidade na hora de encontrar um lugar para morar. Por isso, tecnologias e serviços que geram experiência de uso e facilidade para locar/sublocar/construir serão cada vez mais bem-vindas.

A demanda, afinal de contas, sempre haverá. Mas sem inovação e novas soluções, será muito difícil captar o consumidor do futuro.

* Fabrício Umpierres Rodrigues é jornalista especializado em Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo. Fundador e editor do portal SC Inova, escreve mensalmente sobre estes temas neste espaço. Contato: scinova@scinova.com.br