A crise econômica pode abalar negativamente muitas empresas, mas também pode ser um período oportuno para alavancar os negócios. Em Santa Catarina, o setor têxtil, um dos mais representativos do Estado, também sofreu os impactos da recessão.

EMPRESA OFERECE SOLUÇÕES PARA PLANEJAR CUSTOS E GARANTIR QUALIDADE NO SETOR TÊXTIL


A crise econômica pode abalar negativamente muitas empresas, mas também pode ser um período oportuno para alavancar os negócios. Em Santa Catarina, o setor têxtil, um dos mais representativos do Estado, também sofreu os impactos da recessão.

“As pessoas estão comprando menos, mas continuam comprando. Quem entende o que o consumidor quer e como ele quer de forma ágil é quem sai ganhando”, compreende o CEO da Audaces, Claudio Grando.

Esse pensamento, que orienta a empresa de Florianópolis desde a fundação, há mais de 25 anos, pode ser mensurado em números. A Audaces é líder na América Latina, com 70% de market share.

Em 2018, a expectativa é alcançar 15% de aumento no faturamento – no início deste ano, expandiu os negócios e inaugurou uma nova unidade fabril na Itália, país europeu reconhecido pela sua forte indústria têxtil.

O objetivo é ficar mais perto dos consumidores do exterior, que configuram 50% dos clientes que utilizam as soluções Audaces. Mais de 40 mil profissionais da moda usam os produtos da companhia. Até o ano que vem, serão investidos cerca de R$12 milhões em pesquisa e desenvolvimento de máquinas e sistemas.

O Estado ficou refém por muito tempo da importação de máquinas para o desenvolvimento da indústria têxtil. Este cenário começou a mudar com a entrada da Audaces no mercado voltado para a automação do setor.

A empresa foi fundada por Claudio Grando e Ricardo Cunha, ainda quando estavam na graduação em Ciência da Computação. Eles viram uma oportunidade de empreender no momento em que um empresário veio até eles e os questionou sobre a qualidade de um software europeu.

“Nós avaliamos positivamente o software, mas fomos audaciosos. Pedimos uma semana, que apresentaríamos uma solução”, explica Grando.

No prazo estipulado, tinham na mão o protótipo de um software para planejamento de corte de chapas, voltado para a indústria de móveis. O empresário não comprou nem o software desenvolvido por eles, nem o importado. Mas acabou sendo o segundo cliente da Audaces mais tarde.

Inicialmente, a empresa atuava em quatro áreas completamente distintas. Depois, em 1997, o foco na indústria de confecção foi definido. A partir daí, o negócio decolou.

A Audaces sempre se destacou por desenvolver soluções fáceis de aprender, usar e manter como softwares para otimizar os processos produtivos e máquinas de corte automáticas para tecido. Tudo para criar moda, reduzindo os custos e maximizando a produtividade de indústrias de todos os portes.

Hoje, a Audaces é referência na criação de soluções inovadoras para o mercado da moda. Conectada à importância de se atualizar sempre, a empresa percebeu que um novo conceito iria ganhar força nas fábricas: a indústria 4.0. É a união de tecnologias físicas e digitais devido ao uso de sensores, automação, internet das coisas (IoT) e compartilhamento na nuvem.

“Na moda, o movimento sugere a conexão de máquinas, sistemas e ativos que permitem a criação de redes inteligentes para controlar a produção de forma independente, prevendo falhas nos processos e aumentando a assertividade das coleções”, explica Grando.

Em um mundo superconectado e imediatista, o conceito “see now, buy now” vem ganhando espaço no segmento fashionista. Com a indústria 4.0, ver uma coleção nova em um desfile e no dia seguinte comprar peças para compor vários looks já é possível.

“Nós entendemos essa transformação pelo qual o mercado está passando e nos reinventamos para atender essa demanda do ‘veja agora, compre agora”.

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