O ato de empreender envolve intuição, criatividade, disposição para o trabalho e vontade de “fazer acontecer”. Esses “ingredientes” reunidos motivaram a consultora de cosméticos Carla Cristina dos Santos a encontrar uma forma – e um lugar – a mais para expor seus produtos e, ao mesmo tempo, ampliar sua rede de contatos e relações no ambiente em que vive.

MORADORES DE CONDOMÍNIO DE SÃO JOSÉ CRIAM INICIATIVA PARA VENDER E COMPRAR ENTRE SI


O ato de empreender envolve intuição, criatividade, disposição para o trabalho e vontade de “fazer acontecer”. Esses “ingredientes” reunidos motivaram a consultora de cosméticos Carla Cristina dos Santos a encontrar uma forma – e um lugar – a mais para expor seus produtos e, ao mesmo tempo, ampliar sua rede de contatos e relações no ambiente em que vive.

Moradora do Condomínio Residencial Kubitschek, um edifício com 130 unidades residenciais localizado em Campinas, Carla deu o que ela mesma define como “o primeiro passo” para mudar a rotina dos moradores e estabelecer uma nova forma de relação comercial e – surpresa – de amizade entre o grupo.

“Sempre estou à procura de novas formas de chegar até os clientes e acabei me perguntando: por que não fazer isso no lugar onde moro? Será que as pessoas não querem encontrar o que precisam sem sair de casa? Achei que deveria existir mais pessoas com a mesma inquietação que eu tinha, e resolvi procurar o síndico para avaliar as possibilidades”, conta.

Segundo explica, a convenção do condomínio não permite “atividades comerciais”, do tipo “bater de porta em porta” e oferecer produtos, mas a proposta da consultora não se baseava nessa forma de agir, mas, sim, na criação de uma rede de contatos, na qual os integrantes e interessados pudessem oferecer e encontrar produtos e serviços, com a facilidade adicional da proximidade.

Na conversa inicial com o síndico do Condomínio Kubitschek, Carla conta que na ficou decidido que o melhor seria sentir a “aceitação” dos moradores, e como primeira ação, foi criado um grupo de whatsapp específico em que os “moradores empreendedores” pudessem trocar informações.

“Nós já temos um grupo que acaba funcionando como um ambiente para avisos e compartilhamento de problemas específicos do local, e este segundo seria um grupo paralelo, que incluiria apenas os interessados na proposta. A preocupação maior era não ferir nossa convenção interna, o que realmente não aconteceu”, explica.

Os convites para participar do grupo foram colocados nos elevadores e na portaria, e para surpresa da Carla, o interesse foi instantâneo.

“Dali surgiu a ideia de realizar uma exposição dos produtos no salão de festas e, para afastar a conotação exclusivamente comercial da iniciativa, decidimos denominar nosso evento como ‘Encontro dos Empreendedores do Condomínio Kubistchek’, diferente unicamente de uma feira”, conta Carla.

Se o encontro físico está engatinhando, segundo Carla, a rede de relacionamentos “bomba” no ambiente virtual.

“Nosso primeiro evento aconteceu em setembro de 2017 e as pessoas começaram a aparecer de forma tímida. Muitos preferem fazer encomendas pelo grupo e só aparecem no salão para buscar o produto. Nossos encontros presenciais ainda não são grandes, mas temos muitas ideias”, diz.

A consultora destaca que uma coisa chamou a atenção desde o início: ninguém começou a produzir alguma coisa especificamente para oferecer no grupo, mas os integrantes passaram, isso sim, a utilizar a iniciativa como uma forma de propaganda alternativa para ampliar a visibilidade de produtos e serviços, e também para melhorar o relacionamento entre vizinhos.

Os encontros acontecem mensalmente, sempre entre os dias cinco e dez, entre 10h00 e 18h00. A programação para todo o ano de 2018 já está definida.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]