Café Cultura nasceu do gosto dos proprietários por cafés especiais. Hoje, são 13 lojas já abertas, e até o final do ano outras dez devem entrar em funcionamento fortalecendo a marca, que fechou o ano de 2018 com um crescimento de 31% e faturamento de R$ 15 milhões.

Café Cultura nasceu do gosto por cafés especiais. Hoje, são 13 lojas já abertas, e até o final do ano outras dez devem entrar em funcionamento fortalecendo a marca, que fechou o ano de 2018 com um crescimento de 31% e faturamento de R$ 15 milhões.

O casal Luciana Melo e Joshua Stevens reconheceu na compra de uma cafeteria na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, há 15 anos, a oportunidade de alcançar dois objetivos: ter um negócio próprio que lhes permitisse viver aqui, e realizar um antigo sonho de Stevens, que sempre desejou ter sua própria cafeteria. Parecia um projeto pequeno, mas, ao abrir as portas do Café Cultura, davam início a um negócio que hoje corresponde à maior rede de franquias do setor no Estado: são 13 lojas já abertas e até o final do ano outras dez devem entrar em funcionamento fortalecendo a marca, que fechou o ano de 2018 com um crescimento de 31% e faturamento de R$ 15 milhões.

Luciana Melo, CEO Café Cultura | Foto: Michel Téo Sin / Divulgação

Embora a ideia inicial fosse apenas difundir a cultura dos cafés especiais e criar um ambiente onde as pessoas se sentissem em casa, os próprios clientes identificaram o potencial da proposta.

“Desde o início, em 2004, o Café tinha ‘cara’ de ser maior do que era, e em pouco tempo passei a receber emails perguntando sobre a contratação de franquia”, conta Luciana, CEO da marca.

O café especial – próprio e exclusivo – e a forma de atendimento eram, segundo explica, os grandes diferenciais do negócio, e para garantir a manutenção da qualidade da matéria-prima, em 2009 passaram a trabalhar com torrefação.

Hoje somos uma das únicas redes do País que trabalha com o café da fazenda à mesa do consumidor”, explica.

Durante 10 anos, enquanto a cafeteria se consolidava, a idéia da franquia ficou de lado, até que um convite do grupo Iguatemi mudou a história. “Já sabíamos da demanda existente, e vimos que não dava mais para esperar. Aquela era a oportunidade para avançarmos”, afirma Luciana.

Em um mercado que cresce dois dígitos ao ano (em 2018 o consumo de café especial teve um incremento de 19%), o principal desafio é manter a qualidade do produto e do atendimento, características fundamentais para garantir o sucesso do negócio. Por isso, o perfil dos candidatos a franqueados tem muita importância para Luciana e Joshua.

“Costumo dizer que queremos uma franquia com alma. A pessoa pode não ter experiência, mas precisamos identificar o ‘brilho no olhar’, a vontade de fazer diferente, de aprender e crescer junto”, justifica a CEO.

No início de junho, em busca de experiência, os sócios e um grupo de 40 pessoas – entre franqueados, colaboradores e prestadores de serviço – visitaram os cafezais da Fazenda Recanto (MG), principal fornecedora dos cafés especiais da marca, onde tiveram contato direto com as origens da bebida. Atualmente, a rede trabalha com cinco tipos de café em linha, e ao longo do ano, em edições limitadas, brinda o publico com os ‘sazonais’ Winter, Summer e Santa (que marca a época do Natal).

A estratégia adotada para a expansão da rede é em espiral, e a proposta é consolidar a atuação na região Sul, e em dois anos seguir para o Sudeste. Para 2024, os planos são mais ousados: ultrapassar a marca de 200 unidades. O valor de investimento inicial é a partir de R$ 150 mil e o modelo de negócio bastante flexível, com lojas que podem ter de 40 m² a 350m², por exemplo. O prazo de retorno fica entre 24 e 36 meses.

“Mas até agora, nenhum de nossos franqueados passou dos 24 meses”, anuncia Luciana.

 

Em destaque: Salão principal do Café Cultura Lagoa  | Foto: Michel Téo Sin/Divulgação

Leia reportagem sobre franquias em https://revistaoempresario.com.br/arquivo/santa-catarina-lidera-crescimento-de-franquias-no-pais/