Cidades são planejadas e projetadas por arquitetos urbanistas. As escolas de Arquitetura e Urbanismo devem ser mais enfáticas na responsabilidade que esse profissional tem em projetar cidades sustentáveis e humanas. A urbanidade deve ser o lema da Arquitetura.

Cidades são planejadas e projetadas por arquitetos urbanistas. As escolas de Arquitetura e Urbanismo devem ser mais enfáticas na responsabilidade que esse profissional tem em projetar cidades sustentáveis e humanas. A urbanidade deve ser o lema da Arquitetura.

Mesmo aquele profissional que projeta casas e edifícios precisa ter consciência do impacto que as obras têm: não se coloca qualquer arranha céu em qualquer lugar, pois uma edificação em um local errado pode acarretar vários prejuízos, afetando a urbanidade e, consequentemente, a vida das pessoas.

As cidades são os locais onde as pessoas se encontram, estudam, vendem e compram ou simplesmente se divertem ou relaxam. Espaços públicos estão diretamente ligados à qualidade de vida na área urbana.

Podemos citar a cidade compacta – empreendimentos agrupados, áreas para caminhar, correr ou andar de bicicleta com transporte público próximo para facilitar a mobilidade.

Cidade aquela em que não é necessário caminhar mais de 10 minutos para encontrar um parque com crianças, idosos, animais, árvores e áreas de lazer é o único modelo de ocupação urbana ambientalmente sustentável.

Uma cidade humana é aquela que tem também ruas, praças e parques cuidadosamente pensados, com espaços abertos, facilmente acessíveis, tanto quanto o direito de se ter água tratada. Todos deveriam ter o direito de ver uma árvore de sua janela. Bairros bem planejados inspiram seus moradores enquanto que comunidades mal planejadas brutalizam as pessoas.

Jan Gehl diz, no livro “Cidades para pessoas”, que “Nos moldamos as cidades e elas nos moldam”. O que as cidades devem ter de mais importante é a dimensão humana – os espaços de vivências das relações cotidianas não podem ser perdidas, pois desta forma o ser humano se torna uma ilha e entra em depressão.

Já a mobilidade é outro componente essencial a saúde das cidades, que podem ser pensadas para os carros e, sim, para quem as criou e vive nelas, as pessoas. A caminhada e os alternativas como a bicicleta precisam ser priorizados, enquanto o transporte público deve ser digno de conforto, qualidade, oferecendo ao usuário confiabilidade.

Assim sendo, quanto mais humano for o espaço público que nós arquitetos urbanistas produzimos, mais valorizada nossa dimensão humana estará.[/vc_column_text]

[/vc_column][/vc_row]
Foto: Renato Gamal/Divulgação

Artigo escrito por Nora Alejandra Rebollar, Coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Tecnologia, Nova Palhoça (Fatenp).