Mobilidade urbana, saneamento e governança são três problemas que precisam ser enfrentados de forma integrada por Florianópolis, São José e Palhoça.

MOBILIDADE URBANA, SANEAMENTO E GOVERNANÇA SÃO TRÊS PROBLEMAS QUE PRECISAM SER ENFRENTADOS DE FORMA INTEGRADA POR FLORIANÓPOLIS, SÃO JOSÉ E PALHOÇA


As três maiores cidades da Grande Florianópolis comemoram aniversário com um pouco mais de um mês de diferença: São José (19 de março), Capital (23 de março) e Palhoça (24 de abril).

Os gestores públicos de cada município têm desafios próprios para resolver, mas há alguns temas que precisam ser enfrentados de forma integrada, em função da proximidade entre eles. É o caso da mobilidade urbana, saneamento e governança metropolitana, por exemplo. Afinal, não será possível resolver o caos no trânsito sem passar por uma solução conjunta.

Para falar sobre os três eixos citados acima, a Revista O Empresário ouviu o Conselho Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis (Comdes), entidade que está articulando ações de forma integrada por meio de grupos de trabalho para tratar de questões específicas e fundamentais para o desenvolvimento da região.

Esses grupos têm não apenas acompanhado os temas, mas agido diretamente na busca de soluções para os problemas identificados.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

MOBILIDADE URBANA


A questão afeta de forma cada vez mais intensa a vida das pessoas. Não é possível sequer calcular os prejuízos causados pelo tempo perdido em engarrafamentos, com diminuição da produtividade e comprometimento de qualidade de vida, sem falar dos inaceitáveis riscos à segurança da população.

O Comdes considera que a solução dos graves problemas de mobilidade que afetam os municípios vizinhos de São José, Florianópolis, Palhoça, Biguaçu, entre outros, passa necessariamente pela conclusão de projetos e iniciativas estruturantes e pela implantação de ações previstas no Plamus, um dos mais completos estudos de mobilidade já feitos no país.

Essencial, no momento, é a união de esforços da sociedade para cobrar a efetiva conclusão do Contorno Viário da BR 101, obra que se arrasta há anos.

O Conselho já participou de inúmeras reuniões sobre o tema – em Florianópolis, São José e Brasília –, e garantiu que seja seguido o projeto de trajeto aprovado em 2013, o que evitou mais atrasos, e acompanha de perto, até mesmo com visitas in loco, o andamento dos trabalhos, que infelizmente não seguem no ritmo ideal para garantir a solução desse gargalo ao crescimento da região.

SANEAMENTO


A preocupação é tanto com a coleta e o tratamento de esgotos sanitários quanto com a adequada destinação do lixo. Problemas como a poluição das baías Norte e Sul pelo esgoto doméstico não tratado afetam a balneabilidade, comprometem o meio ambiente e afetam não apenas a Capital, mas também os municípios vizinhos. Justamente por isso, já foram realizadas reuniões com a Casan, responsável pelos serviços na região, e a entidade cobra de forma insistente a continuidade dos investimentos em infraestrutura.

Em paralelo, o Conselho apoia projeto da Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (Suderf) para o reaproveitamento de resíduos orgânicos e esgoto como fontes de biogás para geração de energia.

A proposta vai muito além da geração de energia, tendo também a sustentabilidade como ponto importante de atenção. A consolidação do projeto pode possibilitar a diminuição do volume de resíduos encaminhados para o aterro sanitário de Biguaçu e garantir que o lixo represente, em vez de um passivo ambiental, um ativo importante para a geração de energia.

GOVERNANÇA METROPOLITANA


A aprovação de projeto de lei que garanta a efetiva regulamentação da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (RMF) e da Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (Suderf) é uma das bandeiras de trabalho do Comdes em 2018.

A medida é essencial para o avanço de processos de solução de problemas comuns em áreas tão distintas quanto mobilidade urbana, gestão de resíduos, saneamento básico entre outros.

Representantes do Conselho vem trabalhando na organização de encontros com lideranças municipais para demonstrar a pertinência do projeto. A Região Metropolitana, com autonomia e voltada ao planejamento regional voltado para o desenvolvimento sustentável, pode garantir o desenvolvimento de projetos inovadores. Além disso, a regulamentação da Região Metropolitana abre portas para que o poder público tenha acesso a linhas de crédito específicas para projetos estruturantes essenciais.

Infelizmente, em 2017 o projeto de regulamentação da RMF ficou retido na Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa devido a questionamentos levantados por prefeitos da região.

A proposta, refeita, deve ser novamente colocada em apreciação em breve.